MITOLOGIAS MUNDIAIS E CONCEITOS

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segunda-feira, 12 de março de 2012

DEUSES PRIMORDIAIS DA MITOLOGIA AFRICANA

Deuses primordiais é um termo que se refere aos primeiros deuses, anteriores à própria criação e responsáveis por ela. Em todos o tempos e eras, a humanidade sempre acreditou num ser primodial, o "grande criador", que deu origem primeiro a si mesmo e depois ao universo, ao mundo e por fim ao próprio homem.

O grande problema no estudo desses mitos, é que são tão antigos, tanto quanto a própria humanidade, datando desde quando o homem começou a se organizar em grupos e sociedades, que ao longo dos tempos muitas vezes sua concepção orginal vai se modificando a cada período histórico. Outra grande dificuldae é a falta de registros escritos, pois esses mitos tem sua origem desde a pré-história, de forma que muitas vezes o que se sabe deles foi estudado, pesquisado e concluído eras depois.

Na mitologia Africana em particular essa difculdade é talvez ainda maior e ainda mais marcante.
OLORUN
Os estudos e registros mais importantes e detalhados datam mais ou menos do século dezenove apenas, antes disso o conhecimento, a cultura e até a mesma a religião eram passadas verbalmente, o que por si só já bastaria para que esses mitos fossem se modificando ao longo do tempo; mais tarde então, quando o povo africano foi colonizado pelo europeu e se espalhou pelo mundo traficados como escravos, sua cultura original geralmente mesclou-se de alguma forma à cultura do país ou região onde ficaram confinados ou a de seus colonizadores.

Embora haja muitas interpretações e versões diferentes, de acordo com o país ou tribo de origem, um ponto em comum pode ser observado, o primeiro grande deus, a força primordial, esse todos concordam que seja Olorun.

Na verdade, seriam, três deuses considerados como forças primordiais e "criadores": Olorun, Odudua e Obatalá.

Quando existia somente o nada, o vazio, quem primeiro surgiu foi Olorun, em seguida ele criou o Orun e o Aiye, ou seja, o céu e a terra.

Mas aqui já começam as divergências, alguns dizem que ele primeiro criou, ou gerou, o segundo ser, o que veio logo após ele mesmo, que seria Odudua, e aí ele e Odudua criaram juntos o universo e o mundo, e tudo o que há nele.
OBATALÁ

Orun é o céu, portanto Olorun seria o Dono do Orun (dono do céu), ele é o grande criador, o "Deus Pai Criador" de tudo e de todos.

Embora reconhecido e louvado como Único e Soberano, não existe templo individual para Ele.
Olorun é o ser imaterial, invisível e eterno, a vontade suprema que criou e governa todas as coisas.

A exemplo de deuses de outras mitologias, Olorun é conhecido por diferentes nomes, entre estes Olodumarê.
De acordo com um dos mitos da criação yoruba, Olorun, ou Olodumare, delegou os poderes de criação do Aiye (terra) para seu primeiro e mais velho filho, Orisanla (Orixalá) ou Obatalá.

Segundo alguns mitos Olorun gerou a partir de seu próprio corpo, como se fosse uma espécie de bipartição, os seres seguintes, que seriam Odudua e Obatalá.
ODUDUA

Odudua é visto normalmente como uma entidade masculina, mas nos mitos mais antigos, era uma entidade feminina. Segundo alguns Odudua era uma deusa, uma das forças primordiais do universo, mas também existiu na terra, em seus primórdios, um grande guerreiro, rei de seu povo, chamado também Odudua, que seria de fato o lado humano da própria Odudua, portanto o próprio, ou a própria, Odudua. Ou seja, Odudua em sua forma divina primordial seria de fato uma deusa, mas ao se manisfestar na terra como ser humano, o fez na forma de homem, daí a confusão quanto ao seu verdadeiro gênero. Mas não se trata de um ser bissexuado, e sim de um único ser com duas diferentes manifestações, uma puramente divina, a grande deusa-mãe africana, e outra humana, como homem, que viveu carnalmente e um dia veio a desencarnar e se divinizar novamente.

Odudua, então, de certa forma dividiu-se em dois, a grande deusa criadora do universo, e o grande guerreiro que uma vez desencarnado tornou-se também um deus.

Odudua, a deusa-mãe, surgiu a partir de Olurun, juntos eles criaram o universo e, erroneamete alguns acreditam que juntos também geraram Obatalá. Na verdade, porém, Obatalá teria surgido também a partir de Olurun, que o gerou sosinho e espontâneamente, e não de uma suposta união com Odudua.
Embora ambos tenham surgido de Olorun, Odudua não é sua filha e sim sua igual, co-participadora na criação do universo, enquanto Obatalá sim seria seu primero filho, pois Odudua teria simplesmente surgido, gerando a si mesma também, mas a partir do próprio Olorun e de seu corpo, enquanto Obatalá teria sido gerado por Olurun, mas também a partir de seu próprio corpo. A diferença é que Odudua surgiu de Olurun, mas gerou a si mesma, como se Olorun fosse dividido em duas partes iguais e distintass, e Obatalá foi gerado, ou talvez fosse melhor dizer "criado", por Olurun. Ou seja, primeiro surgiu Olurun que foi dividido em dois, surgindo assim Odudua, e por último surgiu Obatalá que foi gerado por Olorun.

Obatalá, portano, é filho de Olorun, que depois de criar o Aiye (terra), deu a seu filho os poderes e direito de gerar a vida.

Isso de certa forma fez de Obatalá o criador do mundo, pois foi ele que gerou, aliás, criou, os animais, as plantas e o homem.

Obatalá é conhecido como "O Grande Òrìsà" ou "O Rei do Pano Branco". Foi o primeiro Orixá criado por Olodumare (Olorun), é considerado o maior e mais velho dos os Orixás e conhecido como o rei de vestes brancas.
OBATALÁ
Segundo alguns, Oxalá e Obatalá, são diferentes nomes do mesmo orixá, segundo outros são orixás diferentes e distintos entre si.

Pessoalmente, pelo que pude observar, Obatalá seria uma espécie de Oxalá, porém mais velho, antigo, primordial, não mais cultuado, porém ainda reverenciado.

Nos cultos de origem africana, ao redor do mundo, os orixás comumente incorporam nos fièis, ou seja, manifestam-se nos corpos de médiuns que são preparados para este fim através e a partir de uma série de rituais de iniciação. Mas os deuses primordias, aqueles que são responsáveis pela criação do universo, do mundo e dos homens, esses não se manisfestam através de incorporação mediúnica. É o caso de Obatalá, que não dá incorporação, mas cujo mito está intimamente ligado ao de oxalá, sendo portanto, uma qualidade ou tipo de Oxalá.
Há duas qualidades de Oxalá que encorporam, o mais velho é Oxalufan, que é filho de Obatalá, e o mais novo é Oxaguian, que por sua vez seria filho de Oxalufã, o mais velho. Os "Oxalás", portanto, seriam os descendentes diretos de Olurun: Filho (Obatalá), neto (Oxalufan) e bisneto (Oxaguian).
OXALUFÃ

Esses tres seriam portanto, diferentes qualidades de Oxalá, sendo que os dois últimos são distinguidos e chamados por seus próprios nomes, Oxalufã e Oxaguiã, cujos nomes na verdade seriam contrações de Oxalá Alufan e Oxalá Aguian, já quando se fala simplesmente de Oxalá, menos comumente chamado também de Orixalá, mas sem determinar sua qualidade, na verdade estamos falando de Obatalá.
OXAGUIÃ

Como já dito, Obatalá não se manisfesta em médiuns, logo não existem templos dedicados a ele, mas todos os templos o reverenciam como um dos grandes criadores e, segundo o mito, é tão grande o seu poder que sua palavra transforma-se imediatamente em realidade.

Aliás, foi Obatalá que, ao criar o homem, deu também a ele a habilidade da fala, por isso, quando se presta homenagem a ele, não se fala, pois a palavra pertence a ele e durante suas festas guarda-se silêncio por um período de três semanas.

Obatalá representa a massa de ar, as águas frias e imóveis do começo do mundo, controla a formação de novos seres, é o senhor dos vivos e dos mortos, preside o nascimento, a iniciação e a morte.

É também o reponsável pelos defeitos físicos, e é corcunda porque recusou-se a fazer uma oferenda de sal numa cabaça e Èsù, que é conhecido por sua esperteza e por conseguir enganar e "aprontar" com todo mundo, castigou-o pregando-lhe a cabaça nas costas, razão pela qual Obatalá não come sal: comer sal para ele constitui um ato de alto canibalismo.

Obatalá é o filho direto de Olorum, o criador do universo.
Depois de criado o universo e a terra em específico, depois de milhares de anos Olorun resolveu dar vida a terra e enviou seu filho direto "Obatalá" para esse fim à terra que até então era composta de água.

Vindo com o saco da criação, Obatalá trouxe consigo uma galinha d'angola que foi responsável por espalhar a terra sobre as águas, dando desta maneira forma à terra sobre a água.

Depois de criar a terra, os montes e etc., Obatalá criou os vegetais, os animais e por último, usando a própria terra que ele já havia criado, com a ajuda de Nanã moldou o ser humano com o barro e então deu-lhe o sopro da vida. Como foi ele que gerou a humanidade, é comum recorrer-se a ele quando se trata de grandes problemas de saúde, pois já que deu a vida ao homem, pode também lhe restituir a saúde.

Obatalá é quem rege tudo o que é branco sobre a terra em todo sentido da palavra; Ele representa a pureza e tudo que é pertinente a esse orixá ou a ele se oferece, tem de ser obrigatoriante branco.

Seu nome é compoto por duas palavras: oba (rei) e alá (branco), e significa portanto "rei branco", o que leva muitos a crer que ele seja um orixá albino, embora na verdade seu nome parece fazer alusão de fato as cores de sua veste e não de sua pele.
Esse nome é derivado da palavra árabe Òsàlá, que é corruptela de uma palava mais antiga: inshalla, cujo significado seria mais ou menos "se Deus quiser" ou "se Deus o permitir".

Obatalá é o primeiro Orisa Funfun (orixá velho, antigo) nascido diretamente de Olorun.

Seus adeptos se distinguem pelo uso de colares de contas brancas e pelas roupas brancas. Não podem beber vinho de palmeira. Os sacrifícios por eles oferecidos não podem conter sal. Os albinos, os anões, os estropiados e os corcundas são considerados sagrados por esse orisa.

De acordo com a região ou tribo, ele recebe diferentes nomes, a saber: Orisa Oluofin em Iwofin, Orisako em Oko, Orisakire em Ikire, Orisagiyan em Ejigbo, Orisaeguin em Owu, Orisajaye em Ijaye, Obatala em Oba."

Obatala e Odudua são o casal primordial, propulsores da criação. Cada um foi incumbido de determinadas funções no papel da criação de todas as coisas.
Para os antigos africanos, e ainda hoje, dentro do culto aos Orixás, o universo é visto como uma grande cabaça que representaria Odudua e Obatalá.
Odudua é considerada como a parte de baixo da cabaça e Obatalá é considerado como a parte de cima.

Pela fonética Yorubá, a grafia correta de Odudua seria na verdade 'Oduduwa', nome esse as vezes contraído para a forma mais simples de Oòdua.
O nome Odudua pode ser traduzido como a cabaça de onde jorrou a vida.

Como já foi dito acima, muitos costumam se enganar e a afirmam que Odudua seria um Orixá masculino ao invés de feminino, mas o que ocorre é uma confusão entre a divindade feminina Odudua com o ancestral iorubano divinizado Odudua, que na verdade é considerado em território africano como sendo uma forma humana da deusa Odudua, ou seja, o guerreiro legendário e a deusa Odudua seriam as mesmas pessoas.

Esta é uma visão muito ampla no que concerne à essência divina mas isso é algo que vai muito além da capacidade de aceitação de algumas pessoas e sacerdotes.
O surgimento de Odudua, bem como o de Obatalá, é muito interessante.
Diz-se que involuntariamente nos primórdios da criação, quando a única coisa existente no universo era Olorun, Odudua, a deusa, surgiu do corpo de Olorun, a grande energia primordial, assim como Obatalá e outra tantas divindades.

Foi Oduduá quem criou a terra e todo o universo como o conhecemos e, ao lado de Obatalá, possibilitou o surgimento da vida.
No Brasil Odudua é mais comumente tido como orixá masculino, aquele que após desencarnado voltou a ser uma criatura divina, mas que na verdade era a própria Odudua da criação do mundo.

Em sua forma humana Odudua foi um rei que teria vindo do leste, no momento das correntes migratórias causadas por uma invasão berbere no Egito. Segundo Pierre Verger, o maior e mais conhecido pesquisador da cultura africana, dos cultos afro-brasileiros e dos Orixás, esse fato provocou deslocamentos de populações inteiras, expulsando-se progressivamente umas às outras, em direção ao oeste, para terminar em Borgu, também chamada região dos Baribas.

O rei Oduduwa ou Oduwa, era o pai de Ogum, que se tornou um grande guerreiro, e de Oranyan, seu filho mais jovem, que foi o fundador do grande reino de Oyo, mais tarde governado por Xangô, filho de Oranyan, embora na verdade o trono devesse passar para Dadá Ajaká, que era o filho mais velho de Oranyan.

OUTRAS VERSÕES E DIVERGÊNCIAS
Verdades, cada um tem as suas. Embora os mitos como descritos acima sejam os mais aceitos e difundidos, existem outras versões, diferentes algumas, outras com apenas pequenas diferenças.
A exemplo:

a] A quem defenda que Olorun criou primeiro Obatalá, depois Odudua, por isso Obatalá é o "filho mais velho". Essa versão simplifica o mito e o coloca mais ao nível da percepção humana. Ao esquercemos que falamos de seres de natureza divina, e não humana, nos indagamos, porque Obatalá é o mais velho se foi Odudua que surgiu primeiro? Fica mais fácil de entender se fosse Obatalá o primeiro a surgir, mas isso é observar o mito sob um prisma humano, de acordo com as leis humanas e físicas, não em sua natureza divina. 

B] Alguns defendem que Obatalá não é nome porém, título. Pessoalmente acho que exprime ambas as situações, pois se fosse meramete título, outro poderia fazer jus a ele ou reinvidicar esse direito, Obatalá, contudo, é um só, jamais essa autoridade foi discutida, portanto, seja ou não título, exprime um só ser e acabou por tornar-se um dos nomes pelo qual ficou conhecido. O nome original seria Orisanla, que é aglutinação de orisa + nla, cuja tradução seria "grande" Orixá, o que de certa forma não deixa também de ser um título.

C] Noutra versão, Olorun deu origem a Odudua e Obatalá não a partir de se próprio corpo, mas apenas pela sua força de vontade, usando apenas o ar que ele inspirou e depois exalou. Ou seja, ele inspirou o ar e exalou Obatalá e Odudua. Mas isso não faria dele pai de Obatalá, nem de Odudua sua igual, sua contraparte feminina, mas os colocaria na posição de criador e criaturas.
ESU

D] Além de Odudua e Obatalá, Olorun deu origem ainda a diversas outras divindades, perto de pelo menos 50 orixás, outros ainda dizem mais de 500, muitos deles ao longo do tempo relegados ao esquecimento, outros nem sequer conhecidos.

E] A terceira criatura gerada por Olorun seria Esu, especificamente uma qualidade de exu chamada Esu Agba, que seria então o mais velho de todos os "exus", o exu ancestral de todos os outros exus que viriam depois dele. Nesta concepção, a cada um dos três foi dada uma caracteristica oposta, porém complementar. Obatalá seria a força masculina da criação, Odudua a força feminina, e Esu a força motriz capaz de levar a termo a criação. Ou seja Obatalá e Odudua se unem e se completam pra gerar a vida, Esu torna essa criação viável e concreta. Obatalá é a energia branca do universo, Odudua, reina sobre o preto, Esú sobre ambas as cores e mais ainda o vermelho, que é o sangue, a vida propriamente dita.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

OS FILHOS DE GAIA

NASCIMENTO DE GAIA
A primeira deusa a receber o título de DEUSA-MÃE foi NYX, mas esta gerou apenas filhos divinos, ou seja, outros deuses. Já GAIA concebeu deuses também, os TITÃS, que foram deuses anteriores aos deuses olímpicos, mas nem todos os seus filhos eram divinos, GAIA concebeu também a própria humanidade e outras criaturas, algumas delas até monstruosas.
GAIA era uma deusa primordial, ou seja pertencia a primeira geração de deuses, filhos de KHAOS, o primeiro de todos os deuses, que gerou a si mesmo. Ela era a deusa da Terra, aliás, a própria Terra em si (entenda-se Terra aqui como o planeta Terra e não única e meramente a terra em que pisamos no sentido de solo, embora, por extensão, o solo também, é claro), mas não no sentido do plano de existência físico e material e sim no plano divino, ou seja, a essência divina da terra e do planeta.
PONTOS
Os primeiros filhos de GAIA foram OURANUS (também chamado Urano ou Uranus, dependendo da preferência de quem relata ou traduz o mito), os Pontos e os Óreas. OURANUS era o céu, ou seja, segundo a tradição arcaica da antiga Grécia a Terra não só surgiu antes do céu como foi ela – a Terra (GAIA) que gerou o céu (OURANUS); Pontos eram os mares e Óreas eram as montanhas.
Esses primeiros filhos foram gerados por GAIA sozinha, sem que houvesse união com outro ser, sendo concebidos simplesmente através de seu poder divino.
Dentre eles, GAIA uniu-se a OURANUS, tomando-o como esposo. Dessa união nasceram 3 espécies distintas: os HECATÔNQUIROS, os CÍCLOPES e os TITÃS. Todos eles de porte gigantesco.
Os HECATÔNQUIROS eram gigantes que possuíam 100 Mãos e 50 Cabeças. Eles eram 3: Briareu, Giges e Coto.
Os CÍCLOPES eram gigantes também, mas de aparência mais parecida a humana, só que com apenas um olho, enorme, no centro da testa. Os CÍCLOPES filhos de GAIA eram também 3: Arges, Brontes e Estéropes.
CÍCLOPE
Esses seres, sendo filhos de uma deusa, eram, por conseqüência, de origem divina, mas não eram divindades, não possuíam o status de deuses, porém eram imortais ou pelo menos de grande longevidade, e possuíam uma enorme e praticamente inesgotável força física, o que lhes dava um grande poder, sendo por isso temidos até mesmo pelos deuses.
A outra espécie gerada por GAIA foi a dos TITÃS.
Essa raça tinha poder divino e formou a segunda geração de deuses, não eram portanto deuses primordiais, esses eram somente os da primeira geração.
Também tinham porte de gigantes, mas não possuíam aparência monstruosa ou disforme.
Eles foram predecessores dos deuses olímpicos (OLIMPIANOS) e governaram a Terra antes deles, que já fazem parte da terceira geração.
Foram concebidos no total 12 TITÃS, entre deuses e deusas (as titânides), todos irmãos entre si. Eram eles, por ordem de nascimento: Oceanus, Céos, Crio, Hiperion, Jápeto, Téia, RÉIA, Têmis, Mnemosine, Febe, Tétis e KRONOS.
RÉIA
Depois que OURANUS foi derrotado e expulso da Terra, GAIA uniu-se a outros deuses e concebeu outros filhos, principalmente com as divindades do mar.
Esses diferentes parceiros de forma alguma remetem a uma idéia de promiscuidade, e sim de certa forma uma constância, pois já que a terra está sendo sempre banhada pelo mar, de cada geração de deuses a quem se atribuiu a essência do mar, GAIA teve filhos.
De Pontos que foi o primeiro e mais primitivo das divindades do mar, GAIA deu a luz à Ceto, Euríbia, Fórcis, Nereu e Taumante.
A Nereu foi dada a supremacia e o controle dos mares. Enquanto Pontos seria o próprio mar, ou a essência divina do mar, Nereu era o governante desses domínios, tendo sido, portanto, Nereu, o primeiro Senhor do mares.
Com o passar dos tempos e a descoberta de que os mares eram bem mais extensos do que se imaginava a principio, surge também junto com essa nova perspectiva, uma nova divindade: Oceanus, que era um dos titãs.
Com Oceanus, GAIA concebeu Creusa e Esperqueu, e segundo pelo menos uma das versões registradas pelos antigos poetas e filósofos, nesse caso por Ferecides de Leros, também Triptólemo era filho dessa união entre GAIA e Oceanus.
Com a queda dos TITÃS e a terceira geração, formada por ZEUS e seus irmãos, tomando o poder, Posseidon passa a ser o novo Senhor dos Mares e dele também GAIA teve filhos: Anteu e Caríbdis.
EQUIDNA
Mas não só com as divindades do mar GAIA teve filhos. Com TÁRTARO, que também era um dos deuses primordiais, GAIA deu a luz à EQUIDNA e a TÍFON .
Esses eram filhos monstruosos, que representavam a fúria da terra, ou da mãe-terra. TÍFON foi o último, e portanto o mais jovem dos filhos de GAIA, mas foi derrotado por ZEUS e enterrado sob o vulcão Etna.
Sua irmã mais velha, EQUIDNA, veio posteriormente a gerar, senão todos, pelo menos a maioria das criaturas monstruosas da mitologia grega, o que lhe valeu a alcunha de “a mãe dos Monstros”.
Entre os deuses da terceira geração, irmãos de ZEUS, GAIA uniu-se a Hefesto (segundo alguns tradutores, Heféstion), e dessa união nasceu Erictónio de Atenas.
A partir da divisão dos ANDRÓGINOS  surge a raça humana, gerando assim 
o homem e a mulher.
De pais desconhecidos, a GAIA também é atribuída a maternidade de Mimas, Feme e Píton.
Também Argos Panoptes figura entre os filhos de GAIA.
Finalmente, mas não por último nem menos importantes, eram filhos de GAIA também os incontáveis ANDRÓGINOS.
Eram criaturas de 4 braços e 4 pernas, com duas cabeças e dois órgãos sexuais, tanto o masculino como o feminino.
Por alusão a essas criaturas é que até os dias de hoje, quando uma mulher tem traços masculinos ou o homem traços femininos, dificultando numa primeira visão identificar qual o seu sexo, se diz que essas pessoas tem aparência andrógina. Foi a partir da divisão dessas criaturas que teria surgido a raça humana, gerando assim o homem e a mulher.

terça-feira, 22 de março de 2011

GAIA

GAIA - ESCULTURA GREGA EM ALTO RELEVO
GAIA, Géia, Gea ou Gê era a
deusa da Terra, a Mãe Terra,
como elemento primordial e
latente de uma potencialidade
geradora quase absurda.

GAIA era filha de KHAOS, o
primeiro de todos os deuses,
trata-se, portanto, de uma dos
DEUSES PRIMORDIAIS,
irmã de NYX, TÁRTARO e
ÉREBUS.

De todas as deusas que
mereceram o título de
DEUSA-MÃE, GAIA é a que
mais fortemente representa essa
concepção.
Se não foi ela a primeira a surgir,
foi a primeira diretamente ligada
a Terra e por extensão,
a própria Terra, gerando toda a
vida no planeta.
GAIA (A TERRA) CONCEBE OURANUS (O CÉU)

Espontaneamente, sem unir-se a ninguém,
ela gerou OURANUS – o céu,
Pontos – o mar, e Oréas - as Montanhas.

OURANUS (também pode-se dizer Urano
ou Uranos) foi o primeiro deus a governar
todo o mundo.
Ele se casa com GAIA e juntos eles geram
os HECATÔNQUIROS, gigantes de cem
mãos e cinquenta cabeças.
Eles eram 3: Briareu, Giges e Coto.

Em seguida, nascem os CÍCLOPES, também
em número de 3: Arges, Estéropes e Brontes.


OURANUS podia prever o futuro e sabia
que um dia seria destronado por um de seus
filhos, por isso, temendo esses filhos que
eram muito poderosos e gigantescos,
aprisionou-os de volta ao útero de GAIA.

Os últimos filhos de GAIA e OURANUS
HECATÔNQUIROS
foram os TITÃS e as
titânides, num total de 12:
Oceanus, Céos, Crio,
Hiperion, Jápeto, Téia,
RÉIA, Têmis,
Mnemosine,
a coroada de ouro Febe,
a amada Tétis
e KRONOS.

Posteriormente, unindo-se
a outros deuses e entidades,
GAIA ainda viria a conceber
outros filhos.

Com os HECATÔNQUIROS
e os CÍCLOPES presos em
seu útero, GAIA sofria de
dores atrozes,
sem poder parí-los.

Chamou seus filhos TITÃS
e pediu auxílio para libertar
os irmãos e se vingar do pai.

Somente KRONOS aceitou.

GAIA então tirou do peito
o aço e fez a foice dentada.
Colocou-a na mão de KRONOS e os escondeu,
para que,
quando viesse OURANUS
durante a noite, não percebesse sua presença.
OURANUS

KRONOS CASTRA KRONOS
Ao descer OURANUS para se
unir mais uma vez com a esposa,
foi surpreendido por KRONOS,
que atacou-o e castrou-o,
separando assim o Céu e a Terra.

KRONOS lançou os testículos
de OURANUS ao mar,
mas algumas gotas caíram sobre
a terra, fecundando-a.

Do sangue de OURANUS
derramado sobre GAIA,
nasceram os GIGANTES, as Erínias as Melíades
e AFRODITE – deusa do amor.

Segundo algumas versões, os HECATÔNQUIROS e os
CÍCLOPES foram aprisionados no tártaro,
e os TITÃS é que teriam ficado
NASCIMENTO DE AFRODITE
presos no útero de GAIA,
impedidos de nascer.
Da mesma forma foi KRONOS
que derrotou seu pai, mas
como estava preso no útero de
sua mãe, castrou-o no momento
em que OURANUS copulava
com GAIA.

Outra variante é sobre os filhos
nascidos do sangue de
OURANUS, teriam sido só
os Gigantes, as Erínias
e as Melíades,
AFRODITE teria nascido
dos próprios testículos de OURANUS
GAIA - A MÃE-TERRA
quando estes foram lançados ao mar e se uniram
as espumas das águas, de onde ela surgiu.

Essa ao longo dos séculos parece ser a versão
mais aceita, já que grandes obras de arte
representam dessa forma o nascimento
de AFRODITE, surgindo do mar por entre as
ondas.
Mas, por questão de puritanismo, ou mesmo
de falso moralismo, a parte dos testículos
de OURANUS muitas vezes é suprimida do mito,
dando a entender que AFRODITE teria surgido
única e espontaneamente da espuma do mar.

Outras versões ainda, estabelecem que os filhos
nascidos da sangue de OURANUS seriam
as Fúrias, Alecto, Tisífone e Megera.

Após a queda de OURANUS,
KRONOS subiu ao trono do mundo
e libertou os irmãos.
Mas vendo o quanto eram poderosos,
também os temeu e os aprisionou mais uma vez.
KRONOS

GAIA, revoltada com o ato de tirania e
intolerância do filho,
tramou uma nova vingança.

Quando KRONOS se casou com RÉIA e passou
a reger todo o universo,
OURANUS lhe anunciou, ou antes vaticinou
ou profetizou, que um de seus filhos o destronaria,
da mesma forma como KRONOS também
o destronara.

KRONOS, então, passou a devorar cada
recém nascido por conselhos do pai.
Mas GAIA ajudou RÉIA a salvar o filho que
viria a ser ZEUS.
RÉIA então, em vez de entregar seu filho
para KRONOS devorar entregou-lhe uma pedra,
e escondeu seu filho em uma caverna.
Algumas versões especificam que essa
caverna localizava-se em Creta,
a mesma ilha onde bem mais futuramente
viria a existir o Minotauro.
ZEUS vs. KRONOS

Já adulto, ZEUS declarou guerra ao pai
e aos demais TITÃS com a ajuda
de GAIA.
E durante cem anos nenhum dos
lados chegava ao triunfo.
GAIA então foi até ZEUS e
prometeu que ele venceria e se
tornaria rei do universo se descesse
ao Tártaro e libertasse os
três CÍCLOPES e os
três HECATÔNQUIROS.

Ouvindo os conselhos de GAIA,
ZEUS venceu KRONOS, com a
ajuda dos filhos libertos da Terra
e se tornou o novo soberano
do Universo.

KRONOS
Como
KRONOS é
o deus do
tempo,

ou o tempo propriamente
dito, essa imagem dele devorando os filhos e depois sendo derrotado por eles,
filosoficamente representa a idéia de que o tempo a tudo consome, até acabar
por consumir-se a si mesmo.

ZEUS
Vitorioso e feito o novo
senhor do mundo,
ZEUS também temeu
uma revanche por parte
dos derrotados
e KRONOS e seus irmãos
e irmãs sofreram o
mesmo destino que antes
tinham dado aos
seus antecessores, e foram encerrados também no tártaro.

Por precaução contra uma possível fuga,
GAIA
ZEUS realizou um acordo com os HECATÔNQUIROS para que estes vigiassem e mantivessem os TITÃS aprisionados no fundo do Tártaro.

GAIA pela terceira vez, sempre procurando proteger a beneficiar aos seus filhos, se revoltou e lançou mão de todas as suas armas para destronar ZEUS.
ANDRÓGINO
Num primeiro momento, ela pariu os incontáveis ANDRÓGINOS, seres com quatro pernas e quatro
braços que se ligavam por meio da coluna terminado
em duas cabeças, além de possuir os órgãos genitais
femininos e masculinos. Os ANDRÓGINOS surgiam
do chão em todos os quadrantes e escalavam o Olimpo
com a inteção de destruir ZEUS, mas, por conselhos de
Têmis, ele e os demais deuses deveriam acertar os
ANDRÓGINOS na coluna, de modo a dividi-los
exatamente ao meio. Assim feito, ZEUS venceu.

Já li algumas versões desse mito que relata que foi a
partir da divisão dessas criaturas que surgiram os seres
humanos, que seriam nada mais do que os
ANDRÓGINOS depois de separados em dois, e por
isso a necessidade do ser humano de não estar só e
procurar através das uniões carnais se unirem a outro
ser da sua espécie, com o objetivo de encontrar a sua
outra metade perdida. Como foi GAIA que concebeu
os ANDRÓGINOS e foi a partir da divisão deles que
surgiram o homem e a mulher, isso faz de GAIA mãe
também da raça humana.
Segundo essa versão, portanto, somos todos filhos da
Terra, que é GAIA, diretamente concebidos por ela,
GAIA (A TERRA) - DEUSA-MÃE DA HUMANIDADE
o que a faz ser, então, a DEUSA-MÃE de toda a humanidade.

Em uma outra oportunidade, GAIA produziu uma planta que ao ser comida poderia dar imortalidade aos GIGANTES; todavia a planta necessitava de luz para crescer. Mas ao saber disto ZEUS ordenou que Hélios, Selene, Eos e as Estrelas não subissem ao céu, e escondido nos véus de NYX, ele encontrou a planta e a destruiu. Mesmo assim GAIA incitou os GIGANTES a colocarem as montanhas umas sobre as outras na intenção de subir o céu e invadir o Olimpo. Mas Zeus e os outros deuses venceram novamente.
Conta a lenda que esses gigantes filhos de GAIA não poderiam ser mortos pelos deuses, ZEUS, então, tomou como seu aliado HÉRACLES (ou Hércules, para oas romanos),
TÍFON
que lutou ao lado dos deuses contra os GIGANTES e matou vários deles.
Como última alternativa, enviou seu filho mais novo e o mais horrendo, TÍFON (ou Tifão), que ela concebeu unindo-se a TÁRTARO, para dar cabo dos deuses e seus aliados, mas os deuses se uniram contra a monstruosa criatura e depois de uma terrivel e sangrenta batalha, eles conseguem vencer o último filho de GAIA. ZEUS, então, o enterra sob o vulcão Etna.

Enfim, GAIA cedeu e acordou com ZEUS que jamais voltaria a tramar contra seu governo. Dessa forma, ela foi recebida como uma deusa OLÍMPICA.
GAIA

Conta uma das lendas acerca de GAIA que
quando ZEUS se uniu a MÉTIS, fazendo
dela sua esposa, GAIA previu que o casal
teria primeiro uma filha e depois um filho,
e este derrubaria ZEUS, dando continuidade
a sina do filho que supera e se sobrepõe ao
pai: inicialmente KRONOS que derrotou seu
pai OURANUS e depois por sua vez foi
derrotado por seu filho ZEUS, igualmente
predestinado a ser derrotado por um futuro filho.
ZEUS, contudo, evitou esta profecia
engolindo MÉTIS antes da filha nascer,
rompendo assim esse ciclo do patriarca que
é superado e destronado pelo filho.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O PAPEL DA MULHER NAS ANTIGAS SOCIEDADES GREGA E ROMANA

PARA SE COMPREENDER 
OS MITOS E SEUS 
SIGNIFICADOS, 
É NECESSÁRIO 
TAMBÉM CONHECER 
O CONTEXTO SOCIAL EM 
QUE ELES SURGIRAM. 

A QUESTÃO DA DEUSA-MÃE, 
POR EXEMPLO: 
É FATO E AQUI JÁ SE 
COMENTOU QUE EM TODAS 
AS PARTES DO MUNDO O 
MITO DA CRIAÇÃO ESTÁ 
LIGADO ORIGINALMENTE A 
UMA DEUSA, 
O PODER SUPREMO DA 
CRIAÇÃO PERTENCIA À 
FIGURA FEMININA, 
E SOMENTE MAIS TARDE 
FOI SUBSTITUÍDA POR 
UMA FIGURA DIVINA-PATRIARCAL. 

ISSO É MERO REFLEXO DOS 
COSTUMES DA SOCIEDADE. 

NUM PASSADO MAIS REMOTO 
A MULHER ERA 
VENERADA  JUSTAMENTE POR 
POSSUIR O DOM DA PROCRIAÇÃO, 
MAS EM OUTRAS ÉPOCAS ESSA 
MESMA VANTAGEM TORNOU-SE 
SUA GRANDE DESVANTAGEM, 
SENDO RELEGADA AO PAPEL DE 
MERA PROCRIADORA SEM DIREITO 
A ABSOLUTAMENTE NADA, 
OU SEJA, 
SUA ÚNICA FUNÇÃO ERA GERAR 
FILHOS PARA SEUS MARIDOS E ESTAR 
A ELES TOTALMENTE SUBMISSA.

FOI NESSE PERÍODO DE 
ABSOLUTA SUPREMACIA 
MASCULINA QUE SURGIU O 
MITO DE UM DEUS COMO 
SENHOR ABSOLUTO E 
TODO PODEROSO, 
IDÉIA ESSA QUE SOBREVIVEU 
E AINDA PERSISTE NO 
CRISTIANISMO, 
QUE ALIÁS ATÉ ACENTUOU 
BASTANTE ESSA 
MENTALIDADE. 
ESTE FENÔMENO SOCIAL 
OCORREU DE FORMA GERAL 
EM TODAS AS PARTES DO 
MUNDO E EM TODAS AS SOCIEDADES, 
SÓ QUE EM MAIOR OU MENOR GRAU 
EM CADA ÉPOCA E LUGAR. 

AS MULHERES EGÍPCIAS DA 
ANTIGUIDADE, 
POR EXEMPLO, 
SEMPRE FORAM MAIS EMANCIPADAS 
QUE AS DO RESTO DO MUNDO. 

JÁ NA GRÉCIA PODIA-SE 
OBSERVAR DIFERENÇAS DE UMA 
REGIÃO OU CIDADE PARA OUTRA: 
AS ESPARTANAS, 
MESMO NOS PERÍODOS DE 
MAIOR REPRESSÃO, 
GOZAVAM DE MAIS LIBERDADE 
E DIREITOS QUE AS MULHERES 
DE ATENAS, 
MUITO MAIS REPRIMIDAS DO QUE 
EM QUALQUER OUTRA PARTE DA GRÉCIA. 

TAMBÉM AS ROMANAS, 
EM CERTO PERÍODO, 
SOFRERAM UMA GRANDE 
REPRESSÃO SOCIAL, 
EM MUITOS ASPECTOS ATÉ BEM MAIS 
QUE AS GREGAS, 
APESAR DE HISTORICAMENTE 
TEREM OBTIDO CERTA IMPORTÂNCIA. 

MUITAS VEZES, 
PORÉM, 
AS ROMANAS RECEBERAM 
SEVERAS PUNIÇÕES POR TENTAREM 
SE IGUALAR AOS HOMENS.

GRÉCIA

Grécia arcaica
Foram altamente veneradas pela sociedade 
em que viviam, pois, possuíam o domínio da fecundidade, tendo como conseqüência a possibilidade de escolher seus parceiros e como teriam seus filhos, além de viver em relativa igualdade de condições com os homens, pelo menos em comparação com a maior parte dos povos do Mar Mediterrâneo, Europa e Oriente Médio onde tinha mais liberdade.
"Com a tomada da Península Balcânica, as mulheres perderam seu espaço, com o surgimento da sociedade patriarcal, da qual os homens exerciam seu domínio".

Governo de Clístenes
Legalizou a exclusão das mulheres, escravos e estrangeiros da democracia ateniense.
- A religião da cidade foi a única atividade cívica aberta às mulheres e às filhas dos cidadãos atenienses.
Mulheres Atenienses: Davam total assistência aos maridos e aos filhos, podendo sair de casa apenas para visitar os pais, freqüentar casas de banho e participar de algumas festas religiosas.

Mulheres livres de Esparta
Possuíam maior liberdade que as atenienses: podiam opinar na política, fazer ginástica, ir às festas, ir ao mercado e participar do comércio.

Concubinato
Uma espécie de semi-casamento, alguns casos até uma semi-prostituição em troca de uma velhice tranqüila.

Aristocracia Patriarcal
Se agregava à filosofia (que ora criticava, ora sustentava), para reforçar a ideologia de que os homens eram superiores às mulheres, por isso, deveria submetê-las a sua suposta condição de inferioridade.

Protágoras de Abdera:  
Filósofo "a favor das mulheres". 
Para ele, todos os seres humanos eram dotados de capacidade para administrar ou governar uma cidade.

Séc. IV
- Mulheres atenienses: já podiam administrar a casa ou domínio da família.
Mulheres espartanas: podiam controlar os negócios externos e suas casas, tais como algumas atividades comerciais.

Séc. VIII
As mulheres gregas tinham uma importância fundamental para as relações de poder dos reinos gregos, pois os laços matrimoniais consolidavam ou destruíam alianças políticas entre os mesmos.

Sociedade Romana
Período Republicano: Colaboravam com o marido na administração da casas, festas e vida pública.
Período Imperial: as que não queriam ser mães tinham as mesmas características que as mulheres espartanas, como discutirem política, por exemplo, mas a maioria delas eram sempre submissas ao marido. AMas, além de algumas exceções, a mulher romana estava sempre sob o poder de um homem, fosse ele marido, tutor ou chefe do lar.
- Algumas mulheres romanas buscaram na diversão uma forma de igualdade aos homens, como freqüentar anfiteatros divertindo-se com as lutas dos gladiadores.
Já as mulheres dos imperadores travaram grandes lutas nos bastidores do poder, as quais defendiam o trono para seus filhos, irmãos e amantes. Pois, de acordo com o sistema de valores predominantes na sociedade romana, estas mulheres da alta sociedade deveriam contentar-se com as satisfações alheias, o êxito dos homens e do Estado, enquanto cuidavam da nova geração masculina. 
Entretanto as mulheres nobres estavam suficientemente liberadas de tabus sexuais para mostrarem publicamente sua liberdade de costumes, apesar de terem sido punidas como exílio ou com a morte por causa de seus atos e desejos. 

No Período Imperial: as mulheres foram atraídas para um novo credo religioso, cuja idéia central diferenciava-se de outras religiões no que referia-se à purificação, à castidade e ao celibato: o cristianismo, que pregava que todas as pessoas eram iguais perante a Deus, fossem elas escrevas, homens e mulheres ou crianças. Isto foi entendido por muitas mulheres como uma forma de libertação através de sua elevação espiritual.