MITOLOGIAS MUNDIAIS E CONCEITOS

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

JESUS

Jesus é a figura central do cristianismo.

Para a maioria dos cristãos Jesus é Cristo, a encarnação de Deus e o "Filho de Deus", que teria sido enviado ao mundo para salvar a humanidade.

Acreditam que foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos (Mas muitos estudiosos acreditam que depois de morto, Jesus foi ao paraíso) e ressuscitou no terceiro dia, na Páscoa.

Para os adeptos do islamismo, Jesus é conhecido no idioma árabe como Isa (عيسى, transliteração de Īsā), Ibn Maryam ("Jesus, filho de Maria").

Os muçulmanos tratam-no como um grande profeta e aguardam seu retorno antes do Juízo Final.

Alguns segmentos do judaísmo o consideram um profeta, outros um apóstata.

Os quatro evangelhos canônicos são a principal fonte de informação sobre Jesus.

Embora tenha pregado apenas em regiões próximas de onde nasceu, a província romena da Judeia, sua influência difundiu-se enormemente ao longo dos séculos após a sua morte, ajudando a delinear o rumo da civilização ocidental.

O Didaquê (em grego clássico: Διδαχń) é um texto do século I, baseado nas tradições das primeiras comunidades cristãs e escrito por vários autores. Apesar de pequeno, é de grande valor histórico e teológico.

Foi descoberto em 1873 num mosteiro de Constantinopla.

O papiro P52, escrito em grego e paleograficamente datados como tendo sido escrito por volta do ano 125 D.C., é geralmente reconhecido como o mais antigo documento sobre Jesus.

Contém um fragmento de João 18:31-33 no recto (frente) e João 18:37-38 no verso.

A principal fonte sobre Jesus são os quatro evangelhos canônicos, a que se somam outras fontes cristãs, como os evangelhos apócrifos, e um número escasso de fontes não cristãs.

Estas fontes providenciam poucas informações sobre o Jesus histórico.

Três dos evangelhos canônicos (Mateus, Marcos e Lucas) são conhecidos como sinópticos devido às suas semelhanças.

Embora Mateus apareça em primeiro lugar no Novo testamento, acredita-se atualmente que Marcos foi o primeiro a ser escrito.

Enquanto que Mateus dirige-se a uma audiência judaica, e Lucas aos gentios, ambos parecem ter usado Marcos como fonte, possivelmente numa versão inicial.

João, por seu lado, "é uma produção independente, apresentando os dizeres de Jesus Cristo na forma de discursos que difere do que contam os outros três".

De acordo com alguns historiadores, estes textos foram escritos entre setenta a cem anos após a morte de Cristo.

Eles recontam em pormenores a vida pública de Jesus, ou seja, o período de pregações nos últimos anos da sua vida.

No entanto, há limitadas informações sobre sua vida privada.

Representam os principais documentos em que convergem os trabalhos hermenêuticos dos historiadores.

Os evangelhos são a parte inicial do Novo Testamento, que narram os fatos ocorridos após o nascimento de Jesus, enquanto o Velho Testamento, primeira parte da Bíblia, narra os fatos ocorridos antes do nascimento de Jesus. Juntos eles formam as escrituras sagradas da religião cristã.

Mas a bíblia não é exatamente idêntica em todo o mundo, e nem em todos os segmentos das religiões cristãs.

O Velho Testamento da Bíblia católica possui 46 livros ou narrativas, enquanto a Bíblia Protestante extraiu sete desses livros e é formada por apenas 39 narrativas. O Novo Testamento possui 27 livros.

Contudo, a Bíblia das igrejas cristãs ortodoxas e as outras igrejas orientais possuem dois livros a mais e alguns capítulos a mais em Salmos. Já as igrejas de tradição siríaca possuem cinco livros a mais.

No mínimo essas divergências dentro do próprio cristianismo deixa bem claro que não existe uma verdade única, o que abre um leque para muitas discussões.

Na atualidade há diversas escolas com diferentes pontos de vista sobre a confiabilidade dos evangelhos e a historicidade de Jesus.

Os evangelhos que fazem parte do Novo Testamento são aqueles que foram aceitos pela igreja e passaram então a fazer parte da bíblia, mas não são os únicos, existiram muitos outros escritos relatando a vida de Jesus, datando quase todos mais ou menos do mesmo período, e há indícios de que os evangelhos da bíblia foram escritos muitas vezes baseados nesses outros escritos. Entre esses evangelhos não incluídos na bíblia, alguns dos mais conhecidos são o Evangelho de Felipe, o Evangelho de Tomé e o Evangelho de Nicodemos, e não foram incorporados à Bíblia porque nem sempre retratam Jesus da forma como a igreja da época pretendia.

A tradição cristã e as narrativas sobre Jesus lhe atribuem diversos títulos, como Cristo, Messias, Senhor, Filho do Homem, Filho de Deus, Rabi (ou Mestre), Profeta, Sacerdote, Nazareno, Verbo, Filho de José, Emanuel, Cordeiro, Cordeiro de Deus, Luz do Mundo, pastor, Bom Pastor, Pão da Vida, pão vivente, pão de Deus, porta, Caminho e Verdade.

A figura de Jesus não está presente somente nas tradições cristãs, mas também no islamismo e no judaísmo, ambos mais antigos que o cristianismo, mas cada uma dessas religiões tem uma concepção diferente a seu respeito.

O nome Jesus vem do hebraico ישוע (Yeshua), que significa "Javé/Jeová salva".
Foi também descrito por seus seguidores como Messias, do hebraico משיח (mashíach, que significa ungido e, por extensão, escolhido), cuja tradução para o grego, Χριστός (Christós), é a origem da forma portuguesa Cristo.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O NEO-PAGANISMO E AS ORIGENS PAGÃS DO CRISTIANISMO

Todas as religiões do mundo atual baseadas em quaisquer das antigas mitologias e religiões do mundo antigo classificam-se como um tipo de neo-paganismo.

É cada vez mais comum no mundo modeno o surgimento dessas novas seitas e religiões em que seus "fiéis" se voltam aos cultos dos antigos deuses.
O "ODINISMO", que cultua Odin e outros Deuses nórdicos, e as "bruxas modernas", são provavelmente os melhores exemplos desse fenômeno, mas não são os únicos, outros deuses de outras mitologias também são cultuados ao redor do  mundo, e há até algumas filosofias que mesclam diferentes deuses de diferentes mitologias.

Sendo NEO, novo, e PAGANISMO, culto pagão, NEOPAGANISMO seria, portanto, o conjunto de todos os "novos cultos pagãos, ou seja, cultos não cristãos, que não cultuam o deus cristão, nem são baseados na Bíblia.

Alguns mais desinformados talvez julguem esses cultos como seitas de adoração ao Demônio, o que seria um erro grosseiro, pois o demônio também é fruto da Mitologia Cristã, e o culto direcionado a ele seria o Satanismo.

Neo-paganistas cultuam em geral antigos deuses, anteriores ao cristianismo, e Satanistas cultam o diabo cristão, em oposição a Cristo [o Bem vs o Mal], mas não em desacordo com a Mitologia Cristã, até porque o Diabo é um conceito cristão que só pasou a existir depois do cristianismo. Antes havia, em algumas mitologias, conceitos semelhantes que o cristianismo se apropriou para conceber a figura do demônio como normalmente o imaginamos atualmente.

 Aliás, a própria idéia de paganismo é um conceito cristão também, já que a rigor significa tudo o que não é cristão.

Embora o cristianismo ainda seja dominante na maior parte do mundo, pelo menos na metade ocidental do planeta, surgem, ou "ressurgem", cada vez mais novos cultos não cristãos.

Mas o que estaria levando tantas pessoas a esse resgate do passado e da antiga religiosidade?

John Henry Newman - cardeal católico romano do século 19
Seria talvez a constatação de que os dogmas e conceitos cristãos são apropriações ou adaptações de diversos  conceitos do antigo paganismo que está levando as pessoas a concluírem que se o cristianismo simplesmente copiou o que já havia antes, então o mais acertado quem sabe não seria o retorno às antigas origens, de onde na verdade tudo surgiu?

O cardeal católico romano John Henry Newman, num ensaio do século século 19 entitulado Essay on the Development of Christian Doctrine (Ensaio sobre o Desenvolvimento da Doutrina Cristã), escreveu  o seguinte:
“O emprego de templos, e estes dedicados a certos santos, e enfeitados em ocasiões com ramos de árvores; incenso, lâmpadas e velas; ofertas votivas ao restabelecer-se de doenças; água benta; asilos; dias santos e estações, uso de calendários, procissões, bênçãos dos campos, vestimentas sacerdotais, a tonsura, a aliança nos casamentos, o virar-se para o Oriente, imagens numa data ulterior, talvez o cantochão e o Kyrie Eleison [o canto “Senhor, Tende Piedade”], são todos de origem pagã e santificados pela sua adoção na Igreja.”

"MESSIAS" PARA TODOS OS GOSTOS E SABORES, ESCOLHA O SEU

Jesus e Krishna
Como já disse antes neste blog: não quero converter ninguém. Até porque a Religião Antiga não se aprende e nem se ensina, mitologia sim pode ser ensinada, estudada, aprendida, mas religião, crença e fé, sejam elas cristãs ou pagãs, têm que ser "acreditadas", sentidas, interioriazadas...

Gostaria apenas de mostrar uma outra maneira, um outro prisma, para se analisar este assunto, do ponto de vista filosófico, histórico e acadêmico, e, se possível fosse, não religioso.

Jesus, Buda e Krishna
Eis aqui diversos mitos da antiguidade, oriundos de diferentes mitologias e religões, cujas histórias e características se assemelham em diversos pontos com Jesus, do cristianismo, porém todos anteriores a ele, a começar por Hórus, da mitologia egípcia, três mil anos antes de cristo, e terminando finalmente com o próprio Jesus Cristo, o mais recente de todos esses mitos.

As semelhanças são inegáveis, vários deles nasceram de virgens, outros foram mortos [alguns na cruz] e ressucitaram, realizaram milagres, enfrentaram demônios ou espíritos malignos, etc. A alguns são atribuídos até mesmo a mesma data de nascimento de jesus. Tudo registrado nos antigos escritos e manuscritos da antiguidade, é só comparar e analisar, e de resto, que cada um tire tire suas próprias conclusões...

HÓRUS
Nascimento: 25 de Dezembro, Egito.
Filho de Ísis, a virgem.
Seu nascimento foi acompanhado pela estrela Sírius, onde três reis a seguiram para buscar o salvador.
Quando criança foi aos templos aprender, e aos 12 anos era um jovem prodígio e professor, e aos 30 anos foi batizado por Anup e assim começou sua jornada.
Lutou durante 40 dias no deserto contra o Deus das trevas, Set.
Tinha como símbolo a letra T, Pai, filho e espírito, Atom, Hórus e Rá. Hórus é conhecido como “A luz”, “A verdade”, “Filho adorado de Deus [Atom]”, “Bom Pastor”, “Cordeiro de Deus”, “O Caminho”, entre outros.
Depois de ser traído por Tifão, Hórus foi crucificado, enterrado e ressuscitou após 3 dias.

ÁTIS
Nascimento: 25 de Dezembro, Grécia.
Filho de Nana, a virgem.
Era apaixonado por Cibele, um amor proibido.
Para ele era comemorado o Dia do Sangue, onde os sacerdotes abstinham de sua sexualidade castrando-se.
Foi martirizado, crucificado, enterrado e ressuscitou 3 dias depois.

KRISHNA
Nascimentos: 19 de Julho ou 25 de Dezembro, Índia.
Filho de Devaki, a virgem.
Vishnu apareceu a ela e disse que Devaki deveria permanecer virgem.
A estrela Sírius assinalou a chegada de Krishna.
Quando criança, Krishna aprendeu com os gurus dos templos. Foi um jovem apaixonado.
Junto aos seus discípulos fez grandes milagres e curas, e após sua morte, ressuscitou.
Ele é o “Senhor dos senhores”, “A suprema e absoluta verdade”, “Aquele cujos olhos são o Sol”, “O refúgio de todos”, “O pastor”, entre outros.

DIONÍSIO, Grécia.
Nascido de uma virgem.
Foi peregrino e professor, fez milagres, transformou água em vinho, é chamado de “Rei dos reis”, “Alpha e ômega” e “Filho prodígio de Deus[Zeus]”.
Após sua morte, ressuscitou.

BUDA, Índia.
Nascido de Maya, a virgem.
Com 29 anos, preocupado com o sofrimento humano tornou-se peregrino.
Banhou-se no rio Nairanjana e se purificou, e uma luz divina desceu, o fortaleceu e lhe deu todo o conhecimento preciso.
É chamado de “Aquele que veio de verdade”.

GILGAMÉSH, Babilônia.
Filho de uma Deusa com um Mortal.
Gilgamésh vaga procurando a vida eterna, que lhe foi negada.
Assim, abandona a vida e vai à procura de sábios e o personagem Utnapishtim, o Noé babilônico.

MITRA
Nascimentos 25 de Dezembro, Pérsia.
Filho de Aúra-Masda, a virgem.
Foi batizado, teve 12 discípulos, praticou milagres, morreu crucificado, ressuscitou após 3 dias e veio trazer a salvação.
Chamado de “A verdade” e “A luz”,
Em seus ritos era servido o pão sagrado e uma bebida alcoólica, que poderia ser vinho para representar o sangue.

Observação:
O mitraísmo entrou em decadência a partir da formação da Igreja Católica como instituição, durante o reinado do impeador romano Constantino.
A principal razão para a decadência do mitraísmo frente ao cristianismo, foi o mitraísmo não ser tão inclusivo quanto a religião cristã. O culto a Mitra era permitido apenas aos homens, e ainda assim apenas aos homens iniciados em um ritual que acontecia somente em algumas épocas do ano.

ZOROASTRO, Pérsia.
Filho de uma virgem, fecundada pela luz divina de Ahuramazda.
Quando nasceu, em vez de chorar, riu e muitos dos seus inimigos tentaram matá-lo, a fim de que não cumprisse sua missão divina.
Teve discípulos, fez milagres e ensinou, além de ser tentado no deserto por uma criatura maligna, mais ou menos nos moldes do diabo cristão. Do zoroatrismo veio o conceito dristão do demônio.
Zoroastro  ficou conhecido por causa de sua bondade com pobres, anciãos, enfermos e animais. Poucos na sua época acreditavam nele, um deles, seu seguidor, era seu primo.
Foi perseguido por sacerdotes e reis, e aos 77 anos, assassinado em um templo.
Seus seguidores acreditam que ele voltará, julgará os mortos e trará a Salvação.

KUKULCAN ou QUETZACÓATL, Maias e Astecas
Filho da Deusa Terra Primordial.
Chamado de “Serpente Implumada”, “O Protetor” ou “Deus Branco”.
Veio do oriente.
É o criador do homem, a luz.
Sua manifestação era a natureza e o conhecimento.
Associado ao planeta Vênus, pois seu nascimento teria sido acompanhado por essa estrela.
Kukulcan ou Quetzalcóatl desceu ao submundo para combater o demônio Xibalba e venceu.
Seu símbolo era um espiral ou “caracol”, representando o “sopro da vida”.
O sangue humano para os Maias e Astecas era o bem mais precioso dos deuses.
Morreu e transcendeu aos céus, de onde seus seguidores acreditam que um dia voltará para a Salvação.

JESUS CRISTO
Nascimento: 25 de Dezembro, Israel, Porém, outros cálculos remetem a 17 ou 19 de Julho [que também é uma das possíveis datas do nascimento de Krishna], ou ainda, ao mês de março.
Filho de Maria, a virgem.
Seu nascimento foi acompanhado por uma estrela(Sírius), onde três reis magos(três marias ou três reis, para os antigos) a seguiram para buscar o salvador.
Na infância, aprendeu com os sacerdotes do templo, onde já era um pequeno profeta e surpreendia os mesmos.
Teve doze discípulos, foi professor e pastor.
Transformou água em vinho, enfrentou o deserto por 40 dias, encontrou-se com um ser maligno dito como demônio ou Satanás, andou sobre as águas, fez muitos milagres, profetizou.
Conhecido como, “A verdade”, “A luz”, “Cordeiro de Deus”, “Alpha e Ômega”, “Bom pastor”, “O caminho”, “O filho adorado de Deus”, “Senhor dos Senhores”, “Rei dos reis”, entre outros.
É representado como  filho na Trindade "Pai, Filho e Espírito Santo".
Foi crucificado, ressuscitou após três dias e acredita-se que dele virá a Salvação.

UMA QUESTÃO A SE LEVAR EM CONTA:
Se os "messias" acima citados, são passíveis de análise e debate, um fato pelo menos é incostestável, pois trata-se de História, aconteceu, está registrado, não há o que se discutir nem duvidar:

A divindade de Cristo foi instituída no "Concílio de Nicéia", no ano 325 D.C., através de votação, ou seja nem mesmo os católicos daquela época tinham certeza se Jesus mera mesmo "o Filhode Deus", e Contantino, que entrou para a História como o primeiro imperador romano cristão, ameaçou de exílio, e até mesmo de morte, os bispos que votassem contra.

Nesse período o cristianismo ainda convivia com os ritos pagãos antigos, grande parte do povo, talvez ainda a maioria ou pelo menos a metade, cultuava os antigos deuses, e levou ainda muitos anos, e às custas de diversos interesses e conchavos politicos entre governantes e a "igreja", para que o cristianismo finalmente se impusesse e suprimisse as antigas religiões, não raramente através do uso da força, da violência e de terríveis ameaças de condenações e punições não somente da alma como também físicas.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

HÓRUS E JESUS: SEMELHANÇA, COINCIDÊNCIA OU APROPRIAÇÃO?

HÓRUS
JESUS
Em muitos aspectos as histórias de Hórus, da mitologia egípcia, se assemelha com a de Jesus, do cristianismo. Historicamente, porém, não há o que discutir quanto ao fato de que as lendas e histórias da mitologia egípcia são vários séculos anteriores as do mito cristão, o que indiscutivelmente comprova a tese de que o cristianismo incorporou e modificou os mitos de religiões anteriores e bem mais antigas, suprimindo-as e por fim suplantando-as.
MARIA E JESUS

Essas semelhanças entre Hórus e Jesus são por demais evidentes para que que se considerem meras coincidências, e somente mentes obtusas e carentes de informação podem negá-las.

ISIS E HÓRUS
A começar pela idéia do filho gerado sem a união carnal de seus pais. Maria, mãe de jesus, gerou um filho concebido pelo Espírito Santo, ainda virgem, ficando por isso conhecida como Virgem Maria. Igualmente Isis gerou Hórus, concebido por Osíris, mas sem a união carnal do casal, uma vez que Osíris não tinha órgãos sexuais, tendo-os perdido depois de esquartejado pelo seu irmão Seth
e "reconstituído" por Isis que recuperou todas suas partes menos o pênis, o qual não conseguiu achar, e igualmente para os egípcios Isis também passou  ser conhecida como Virgem Isis.

Mas não param por aqui as semelhanças, também há histórias dizendo que Hórus encarnou na terra e ministrou ensinamentos à humanidade. Igualmente Jesus, o filho de Deus, nasceu entre os homens e ministrou ensinamentos divinos.

Em seu nascimento Jesus recebeu a visita dos três reis magos, guiados até ele por uma estrela, e deles recebeu presentes. Igualmente, só que muitos séculos antes, Hórus recebeu a visita de três reis, representados pela constelação das Três Marias, que foram guiados também por uma estrela até o recém nascido, a estrela Sirius, ofertando-lhe também presentes. Até as datas cuja tradição comemora seus nascimentos coincidem, ambos em 25 de dezembro.

Quando criança Hórus foi aos templos aprender, aos 12 anos era um jovem prodígio e professor, aos 30 anos foi batizado por Anup e assim começou sua jornada. Também Jesus foi levado aos templos quando criança e surpreendeu até mesmo aos sacerdotes com sua clareza e conhecimento. Na mesma idade foi batizado por São João Batista e iniciou sua peregrinação.

HÓRUS VERSUS SETH
JESUS VERSUS SATÃ
Por 40 dias Hórus enfrentou Seth, o Deus das trevas, nos desertos, finalmente derrotando-o. Também Jesus foi tentado pelo demônio por dias a fio e a ele resistiu e derrotou.

Hórus fez milagres na terra, como andar sobre as águas do Nilo. Em outra versão, teria ressuscitado um homem chamado El-Azar-Us. Séculos depois Jesus também andaria sobre as águas e ressucitaria Lázaro.

Assim como Jesus, muitos séculos antes Hórus também tinha 12 discípulos que o acompanhavam, realizou milagres, curou doentes e deu visão aos cegos.
Hórus carregava como simbolo a letra T, aliás bem semelhante a uma cruz, que representava a trindade do pai, do filho e do espírito, sendo estes respectivamente Atom, o próprio Hórus e Rá, deus do sol.

A SANTA TRINDADE
[PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO]
Também Jesus fazia partede uma trindade também chamada de o Pai [Deus], o Filho [ele próprio, Jesus] e o Espírito Santo.

Hórus foi morto pelo faraó, por inveja deste, depois de ser traído por Tifão. Foi crucificado, enterrado e ressuscitou após 3 dias. Fora da terra, teria se casado com Hator.

Também Jesus morreu por ordem do império romano, foi traído por Judas, crucificado e enterrado, e depois de 3 dias ressucitou. Embora oficialmente Jesus jamais tenha se casado ou sequer tenha conhecido o "pecado da
carne", há quem defenda, mesmo sem registros bíblicos, que Jesus na verdade teria permanecido na terra e casado com Maria Madalena, mas aí ja se entra no campo das especulações, documentada por alguns historiadores e pesquisadores, porém negadas pela igreja, já que as fontes carecem de precisão e deixam margem para dúvidas, sendo este ponto motivo de grande controvérsia e discussão.

O que não deveria causar controvérsia, pois é inegável e está registrado nos escritos sagrados do Egito Antigo, é que é biograficamente a história de Jesus em muito se assemelha [ou será que copia?] a de Hórus.

Mas há também algumas passagens da vida de jesus que se parecem com outras que se passaram anteriormente com Krishna, Zoroastro, Mitra e Buda, dando a entender que na verdade o cristianismo se apropriou ou plagiou deuses, personagens e mitos das antigas religiões. Não só fatos biográficos, mas também em aspectos como filosofia e doutrina religiosa, há ainda grandes semelhanças entre Jesus e esses mitos da antiguidade, principalmente com com Krishna e Zoroastro, e sobre isso falarei futuramente em novas postagens.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Mitologia cristã

É considerada como
mitologia cristã o conjunto
de histórias que explicam
ou simbolizam crenças
cristãs, FAÇAM
ELAS “OU NÃO”
PARTE DA BÍBLIA
e mesmo sem se referir
a assuntos-chave da
doutrina cristã.
Inclui as lendas que
se acumularam sobre
os personagens do
Novo Testamento e da
vida dos santos e
outras histórias que
foram criadas para
ensinar valores ou
tradições espirituais
cristãs.

São exemplos de
mitologia cristã os
detalhes lendários da
carreira de Pôncio Pilatos
e as histórias de santos
como São Jorge, que
matou o dragão, e
São Valentim, que
eram aceitas
como verdadeiras, mas
hoje colocam-se
como histórias fictícias.

Muitas dessas histórias não fazem 
parte da tradicional literatura cristã, 
como a bíblia ou outros tratados 
religiosos, mas já fazem parte de 
uma consciência coletiva. 
É o caso das versões usadas 
no Cristianismo Gnóstico. 
É o caso também do mito da 
criação Valentiniana envolvendo 
Sophia e o demiurgo, 
do mito da criação maniqueísta, 
das histórias sobre artefatos como 
o Santo Graal, 
a Lança do destino 
e o Santo Sudário de Turim, 
SANTO GRAAL
e das elaborações ou acréscimos 
às história bíblicas, 
como contos sobre Salomé, 
sobre os Três Reis Magos, 
e sobre Dimas, o ladrão que 
se arrependeu, durante a sua 
crucificação junto com Jesus. 
Isso para citar somente alguns 
exemplos do que se trata 
a mitologia cristã, 
que inclui ainda as lendas sobre 
o Rei Artur e outros contos medievais 
sobre a busca do Santo Graal, 
contos das Cruzadas 
e paladinos de Carlos Magno 
no romance medieval, 
lendas dos Cavaleiros Templários 
e do Priorado de Sião 
e especulações sobre 
a Linhagem de Jesus.

Alguns temas ligados
a mitologia cristã,
de tão ricos ou diversificados,
chega a merecer
estudo separado,
formando escolas distintas
como, por exemplo,
a hagiografia,
a angelologia
e a demonologia,
que se referem
respectivamente
aos estudos sobre
santos, anjos e demônios.