MITOLOGIAS MUNDIAIS E CONCEITOS

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sábado, 16 de junho de 2012

ZOROASTRO


Zaratrusta jovem
Seu verdadeiro nome era Zaratustra, mas nos dias de hoje é mais conhecido pela versão grega de seu nome, Zωροάστρης (Zoroastres, Zoroastro).Ele foi uma espécie de profeta nascido na Pérsia (atual Irã), provavelmente em meados do século VII a.C., fundador do Masdeísmo ou Zoroastrismo, religião adotada oficialmente pelos Aquemênidas (558 – 330 a.C.). A denominação grega Ζωροάστρης significa contemplador de astros. É uma corruptela do avéstico Zarathustra (em persa moderno: Zartosht ou زرتشت). O significado do nome é obscuro, ainda que, certamente, contenha a palavra ushtra (camelo).

Nos dias atuais, depois de estudos lingüísticos e comparações de

textos antigos, a maior parte dos pesquisadores chegou à

conclusão que Zoroastro deve ter nascido por volta do ano


630 a.C. em Báctria, região da Ásia central ao norte do atual


Afeganistão, mas não existem registros históricos da data de

Conquista do Império Persa por Alexandre, o Grande
nascimento
e dos locais em que Zoroastro viveu.

Um dos motivos foi sua seita ter sido "apagada"

pela conquista do Império Persa por Alexandre, o
 Grande,

e depois, pelos árabes.

Essa região era imensa: num mapa atual ela


incluiria, no mínimo, o Irã, o Iraque, o Afeganistão, o

Uzbequistão, o Quirguistão, o Turcomenistão,

Os magos e feiticeiros, adoradores do
fogo, que aparecem nos famos contos das
Mil e Uma Noites são personaagens
inspirados pela antiga religião de
Zoroastro, pois em seus templos estava
sempre aceso o fogo sagrado que era a
representação de Ahura Mazda,
o Deus Supremo no zoroatrismo.
parte do Paquistão e o noroeste da Índia.

Quando os árabes conquistaram a Pérsia e


difundiram o islamismo, a religião de Zoroastro, que

 ali existia desde antes dos persas formarem um

império, desapareceu.Há menções a ela nos contos

das "Mil e Uma Noites", uma coletânea de histórias

passadas de geração em geração na tradição oral e

mais tarde transformada em livro.

Ali se pode ler sobre os magos (magi), os


adoradores do fogo, que para os zoroastristas era a

representação sagrada de Ahuramazda, o Deus supremo da mitologia persa.

Esses adoradores do fogo eram considerados ilegais pelos árabes, pois estes admitiam apenas sua própria

Zaratrusta ou Zoroastro
religião, a muçulmana.

Zaratustra, ou Zoroastro, passou à história como um


profeta cuja doutrina foi superada, no entanto,

estudiosos afirmam que muitos dos princípios

teológicos das religiões modernas, como a

separação entre o bem e o mal, já haviam sido

delineadas por Zaratustra, 600 anos antes de Cristo

e 1.200 anos antes de Maomé.

Os ensinamentos de Zaratustra só foram registrados

depois de sua morte - a única exceção é o Gatha,

livro de hinos que teria sido escrito por ele. O nome

Zaratustra significa "homem dos velhos camelos".

Seu pai se chamavaPorushaspa, cuja tradução

é "aquele dos cavalos e raça com patas anteriores brancas" e deve ter sido um sacerdote, de um clã de

criadores de animais - assim está escrito no Avesta, o livro sagrado dos ensinamentos de Zaratustra.

Destinado, ainda bem jovem, a seguir as pegadas do pai e a
 se tornar também um sacerdote, o rapaz não


concordou.
 Aos 20 anos ele abandonou sua terra e partiu em peregrinações.

Há relatos também de que sua mãe o gerou quando ainda era virgem, fecundada pela luz divina de Ahuramazda. 600 anos depois, o cristianismo se apropriaria desse fenômeno e o atribuiria a concepção de Jesus, nascido também de uma virgem.

Zoroastro nasceu nas estepes a perder de vista da Ásia Central perto do Mar de Aral, havia uma pequena vila de casas, onde vivia a família Spitama. Um dia, no sexto dia da primavera, um menino nasceu naquela família. A sua mãe e seu pai decidiram dar-lhe o nome de Zaratustra. Ao nascer, Zaratustra não chorou, pelo contrário, riu sonoramente. As parteiras, vendo aquilo, admiraram-se, pois nunca tinham visto um bebê rir ao nascer.

Na vila havia um sacerdote que percebeu que aquele menino viria a ser um revolucionário do pensamento humano e o que enfraqueceria o poder dos "donos" das religiões. Ele então decidiu tomar providências e procurou Pourushaspa, o pai de Zaratustra, com a seguinte conversa: "Pourushaspa Spitama, vim avisar-lhe. Seu filho é um mau sinal para a nossa vila porque riu ao nascer, ele tem um demônio. Mate-o ou os deuses destruirão seus cavalos e plantações. Onde já se viu rir ao nascer nesse mundo triste e escuro! Os deuses estão furiosos!".







Pourushaspa não queria ferir seu filho, mas o sacerdote insistiu e impôs uma prova.

Na manhã seguinte Pourushaspa fez uma grande fogueira, e à frente de todos colocou Zaratustra no meio do fogo, mas ele não sofreu dano algum. O sacerdote ficou confuso.

Zaratustra foi levado então para um vale estreito e colocado no caminho de uma boiada de mil cabeças de gado, para ser pisoteado. O primeiro boi da boiada percebeu o menino e ficou parado sobre ele, protegendo-o, enquanto o resto passava ao lado e o bebê não sofreu um só arranhão. O sacerdote logo arquitetou outro plano. O menino Zaratustra foi colocado na toca de uma loba que, ao invés de devorá-lo, cuidou dele até que Dugdav, sua mãe, viesse buscá-lo. Diante de tantos prodígios o sacerdote ficou envergonhado e mudou-se da vila.



Ao crescer, Zaratustra peramburalava pelas estepes indagando-se: "Quem fez o sol e as estrelas do céu? Quem criou as águas e as plantas? E quem faz a lua crescer e minguar? Quem implantou nas pessoas a sua natural bondade e justiça?".

Um dia Zaratustra estava meditando às margens de um rio quando um ser estranho lhe apareceu. Ele era indescritível, tal a sua beleza e brilho. Zaratustra perguntou-lhe quem era ele, ao que teve como resposta: "Sou Vohu Manah, a Boa Mente. Vim lhe buscar". E tomou-lhe a mão, e o levou para um lugar muito bonito, onde sete outros seres os esperavam.

A Boa Mente disse-lhe então: "Zaratustra, se você quiser pode encontrar em você mesmo todas as respostas que tanto busca, e também questões mais interessantes ainda. Ahura Mazda, que tudo cria e sustenta, assim escolheu partilhar a sua divindade com os seres que cria. Agora, sabendo disso, você pode anunciar essa mensagem libertadora a todas as pessoas.”

Zaratustra contestou: "Por que eu? Não sou poderoso e nem tenho recursos!". Os outros seres responderam em coro: "Você tem tudo o que precisa, o que todos igualmente têm: Bons pensamentos, boas palavras e boas ações".

Zaratustra voltou para casa e contou a todos o que lhe acontecera. A sua família aceitou o que ele havia descoberto, mas os sacerdotes o rejeitaram. Eles argumentaram: "Se é assim nada há de especial em nosso serviço, nada valem nossos sacrifícios e perderemos o poder que nos dão os deuses ciumentos e caprichosos que servimos. Ficaremos sem trabalho e passaremos fome!". Decidiram, então, dar cabo da vida de Zaratustra.

Com sua boa mente ele entendeu que tinha que sair dali por uns tempos. Chamou seus vinte e dois companheiros e companheiras de primeira hora e fugiram com tudo o que tinham. Eles viajaram durante várias semanas até chegarem a um lugar cujo governante chamava-se Vishtaspa.
Zaratustra na corte do Rei Vishtaspa
Zaratustra procurou Vishtaspa e partilhou com ele a sua descoberta.

Vishtaspa respondeu ao seu apelo com uma recusa: "Por que haveria de crer nesse estranho? Meus deuses são, com certeza, mais poderosos que esse Ahura Mazda!".

Após dois anos tentando convencer Vistaspa, e enfrentando a mais cruel oposição, passando, inclusive, um tempo preso, um acidente com o cavalo de Vishtaspa ajudou a resolver a favor de Zaratustra esse impasse. À beira de morte, o cavalo tornou-se o pivot de todas as atenções. Vistaspa chamou sacerdotes, feiticeiros, médicos e sábios para salvar o seu cavalo. Juntos eles tentaram de tudo, inclusive oferecendo aos deuses dezenas de sacrifícios de outros cavalos. Além disso, brigaram entre si, fizeram intrigas, mas nada aconteceu, o cavalo de Vishtaspa só piorava. Zaratustra, que fora criado num ambiente rural, logo percebeu que ele fora envenenado. Procurando Vishtaspa ele sugeriu um remédio muito usado nesses casos em sua terra. Sem alternativas, embora descrente, Vishtaspa aceitou a idéia de Zaratustra e em dois dias seu cavalo estava de pé, sem sinal do doença.

Templo religioso masdeísta, religião
fundada por Zoroastro [ou Zaratustra],
mais comumente conhecida como
zoroatrismo. A figura entalhada é a de
Ahura Mazda, seu deus supremo.
Todos ficaram pasmos e acharam que Zaratustra tinha operado um milagre. Ele respondeu que havia apenas usado a sua boa mente e os conhecimentos que tinha adquirido em casa. Vishtaspa e sua família ficaram encantados com a honestidade e simplicidade de Zaratustra, e dispuseram-se a ouvi-lo de novo, dessa vez com coração e mentes desarmados. Em pouco tempo não só Vishtaspa e sua família haviam sido iniciados, como também grande parte de seu povo.

Embora Zaratustra pudesse ter usado a ocasião da cura do cavalo de Vishtaspa para arrogar-se poderes sobrenaturais ele preferiu ser sincero, e foi isso o que de fato mostrou a Vishtaspa a sublime beleza e profundidade da mensagem.

Dos 20 aos 30 anos, segundo narrativas que chegaram a nós, Zaratustra viveu quase sempre isolado, habitando no alto de uma montanha, em cavernas sagradas. Não ingeria nenhum alimento de origem animal. Em outros relatos, teria ido ao deserto, onde fora tentado por uma entidade maligna. Após sete anos de solidão completa, regressou ao seu povo, e com a idade de trinta anos recebeu a revelação divina por meio de sete visões ou idéias.

Assim começou Zaratustra a sua missão aos trinta. Segundo os Masdeístas ele encontrou muita dificuldade para converter as pessoas à sua nova religião. Em dez anos de pregação teve somente um crente: o seu primo. Durante este período, o chamado de Zaratustra foi como uma voz no deserto. Ninguém o escutava. Ninguém o entendia.

Foi perseguido e hostilizado pelos sacerdotes e por toda a sorte de inimigos ao longo de dez anos. Os príncipes recusaram dar-lhe apoio e proteção e encarceraram-no porque a sua nova mensagem ameaçava a tradição e causava confusão nas mentes de seus súbditos. Com 40 anos, realizou milagres e preocupava-se com a instrução do povo. 


Somente depois da conversão do rei Vishtaspa, que se tornou um fervoroso seguidor da religião por ele pregada, é que iniciou-se a verdadeira difusão dos ensinamentos de Zaratustra e uma grande reforma religiosa.

Templo do Fogo, no Irã [antiga Pérsia]

Logo em seguida, a corte real seguiu os passos do rei.
O profeta pôde finalmente começar sua obra e fez construir, diante das portas da capital, o Templo do Fogo. No altar ao ar livre, os sacerdotes cantavam hinos e doutrinavam as pessoas. Não era mais necessário sacrificar animais para conseguir a graça divina. Bastava ser honesto e trabalhador.

Mas logo os sacerdotes começaram a se rebelar: queriam voltar à antiga religião. Começou uma grande guerra em que Vistapa foi morto e Zaratustra perdeu seu protetor. No combate final, o profeta foi surrado com bastões enquanto rezava no templo, diante do fogo sagrado, e não resistiu aos ferimentos: já tinha, então, mais de 77 anos. Segundo alguns relatos, o seu túmulo estaria em Persépolis.


O Fogo Sagrado que se ascendia no altar
do Templo era a representação do
próprio Ahura Mazda
O Masdeísmo chegou a ser a religião oficial da Pérsia. No império dos reis Sassânidas, principalmente no de Ardashir (227 a.C.), o chefe religioso era a segunda pessoa no Estado depois do imperador soberano, e este, inteiramente de acordo com o antigo costume, era admitido como divino ou semidivino, vivendo em particular intimidade com Ormuzd.

De acordo com a lenda, a doutrina de Zaratustra havia sido escrita com tinta de ouro em 12 mil couros de boi e estava guardada na biblioteca real de Persépolis, que foi totalmente queimada pelos soldados de Alexandre, o Grande, 200 anos depois.

Zaratustra propõe que o homem encontre o seu lugar no planeta de forma harmoniosa, buscando o equilíbrio com o meio (natural e social), respeitando e protegendo terra, água, ar, fogo e a comunidade.

Zoroastro velho
O cultivo da mente, palavras e ações boas é de livre escolha: o indivíduo deve decidir perante as circunstâncias que se apresentam, os seres humanos, portanto, possuem livre-arbítrio e são livres para pecar ou para praticar boas ações. Mas serão recompensados ou punidos na vida futura conforme a sua conduta.

Os principais mandamentos são: falar a verdade, cumprir com o prometido e não contrair dívidas. O homem deve tratar o outro da mesma forma que deseja ser tratado. Por isso, a regra de ouro do Masdeísmo é: "Age como gostarias que agissem contigo".

Entre as condutas proibidas destacavam-se a gula, o orgulho, a indolência, a cobiça, a ira, a luxúria, o adultério, o aborto, a calúnia e a dissipação. Cobrar juros a um integrante da religião era considerado o pior dos pecados. Reprovava-se duramente o acúmulo de riquezas.

As virtudes como justiça, retidão, cooperação, verdade e bondade, surgem com o princípio organizador de Deus Ascha, os homens devem ser fiéis, amar e auxiliar uns aos outros, amparar o pobre e ser hospitaleiros.

Ahura Mazda
 Essas prescrições fomentavam a temperança e não a abstinência, pois a doutrina original de Zaratustra opunha-se ao ascetismo. Era proibido infligir sofrimento a si, jejuar e mesmo suportar dores excessivas, visto o fato de essas práticas prejudicarem a alma e o corpo, e impedirem os seres humanos de exercerem os deveres de cultivar a terra e de procriar.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O NEO-PAGANISMO E AS ORIGENS PAGÃS DO CRISTIANISMO

Todas as religiões do mundo atual baseadas em quaisquer das antigas mitologias e religiões do mundo antigo classificam-se como um tipo de neo-paganismo.

É cada vez mais comum no mundo modeno o surgimento dessas novas seitas e religiões em que seus "fiéis" se voltam aos cultos dos antigos deuses.
O "ODINISMO", que cultua Odin e outros Deuses nórdicos, e as "bruxas modernas", são provavelmente os melhores exemplos desse fenômeno, mas não são os únicos, outros deuses de outras mitologias também são cultuados ao redor do  mundo, e há até algumas filosofias que mesclam diferentes deuses de diferentes mitologias.

Sendo NEO, novo, e PAGANISMO, culto pagão, NEOPAGANISMO seria, portanto, o conjunto de todos os "novos cultos pagãos, ou seja, cultos não cristãos, que não cultuam o deus cristão, nem são baseados na Bíblia.

Alguns mais desinformados talvez julguem esses cultos como seitas de adoração ao Demônio, o que seria um erro grosseiro, pois o demônio também é fruto da Mitologia Cristã, e o culto direcionado a ele seria o Satanismo.

Neo-paganistas cultuam em geral antigos deuses, anteriores ao cristianismo, e Satanistas cultam o diabo cristão, em oposição a Cristo [o Bem vs o Mal], mas não em desacordo com a Mitologia Cristã, até porque o Diabo é um conceito cristão que só pasou a existir depois do cristianismo. Antes havia, em algumas mitologias, conceitos semelhantes que o cristianismo se apropriou para conceber a figura do demônio como normalmente o imaginamos atualmente.

 Aliás, a própria idéia de paganismo é um conceito cristão também, já que a rigor significa tudo o que não é cristão.

Embora o cristianismo ainda seja dominante na maior parte do mundo, pelo menos na metade ocidental do planeta, surgem, ou "ressurgem", cada vez mais novos cultos não cristãos.

Mas o que estaria levando tantas pessoas a esse resgate do passado e da antiga religiosidade?

John Henry Newman - cardeal católico romano do século 19
Seria talvez a constatação de que os dogmas e conceitos cristãos são apropriações ou adaptações de diversos  conceitos do antigo paganismo que está levando as pessoas a concluírem que se o cristianismo simplesmente copiou o que já havia antes, então o mais acertado quem sabe não seria o retorno às antigas origens, de onde na verdade tudo surgiu?

O cardeal católico romano John Henry Newman, num ensaio do século século 19 entitulado Essay on the Development of Christian Doctrine (Ensaio sobre o Desenvolvimento da Doutrina Cristã), escreveu  o seguinte:
“O emprego de templos, e estes dedicados a certos santos, e enfeitados em ocasiões com ramos de árvores; incenso, lâmpadas e velas; ofertas votivas ao restabelecer-se de doenças; água benta; asilos; dias santos e estações, uso de calendários, procissões, bênçãos dos campos, vestimentas sacerdotais, a tonsura, a aliança nos casamentos, o virar-se para o Oriente, imagens numa data ulterior, talvez o cantochão e o Kyrie Eleison [o canto “Senhor, Tende Piedade”], são todos de origem pagã e santificados pela sua adoção na Igreja.”

"MESSIAS" PARA TODOS OS GOSTOS E SABORES, ESCOLHA O SEU

Jesus e Krishna
Como já disse antes neste blog: não quero converter ninguém. Até porque a Religião Antiga não se aprende e nem se ensina, mitologia sim pode ser ensinada, estudada, aprendida, mas religião, crença e fé, sejam elas cristãs ou pagãs, têm que ser "acreditadas", sentidas, interioriazadas...

Gostaria apenas de mostrar uma outra maneira, um outro prisma, para se analisar este assunto, do ponto de vista filosófico, histórico e acadêmico, e, se possível fosse, não religioso.

Jesus, Buda e Krishna
Eis aqui diversos mitos da antiguidade, oriundos de diferentes mitologias e religões, cujas histórias e características se assemelham em diversos pontos com Jesus, do cristianismo, porém todos anteriores a ele, a começar por Hórus, da mitologia egípcia, três mil anos antes de cristo, e terminando finalmente com o próprio Jesus Cristo, o mais recente de todos esses mitos.

As semelhanças são inegáveis, vários deles nasceram de virgens, outros foram mortos [alguns na cruz] e ressucitaram, realizaram milagres, enfrentaram demônios ou espíritos malignos, etc. A alguns são atribuídos até mesmo a mesma data de nascimento de jesus. Tudo registrado nos antigos escritos e manuscritos da antiguidade, é só comparar e analisar, e de resto, que cada um tire tire suas próprias conclusões...

HÓRUS
Nascimento: 25 de Dezembro, Egito.
Filho de Ísis, a virgem.
Seu nascimento foi acompanhado pela estrela Sírius, onde três reis a seguiram para buscar o salvador.
Quando criança foi aos templos aprender, e aos 12 anos era um jovem prodígio e professor, e aos 30 anos foi batizado por Anup e assim começou sua jornada.
Lutou durante 40 dias no deserto contra o Deus das trevas, Set.
Tinha como símbolo a letra T, Pai, filho e espírito, Atom, Hórus e Rá. Hórus é conhecido como “A luz”, “A verdade”, “Filho adorado de Deus [Atom]”, “Bom Pastor”, “Cordeiro de Deus”, “O Caminho”, entre outros.
Depois de ser traído por Tifão, Hórus foi crucificado, enterrado e ressuscitou após 3 dias.

ÁTIS
Nascimento: 25 de Dezembro, Grécia.
Filho de Nana, a virgem.
Era apaixonado por Cibele, um amor proibido.
Para ele era comemorado o Dia do Sangue, onde os sacerdotes abstinham de sua sexualidade castrando-se.
Foi martirizado, crucificado, enterrado e ressuscitou 3 dias depois.

KRISHNA
Nascimentos: 19 de Julho ou 25 de Dezembro, Índia.
Filho de Devaki, a virgem.
Vishnu apareceu a ela e disse que Devaki deveria permanecer virgem.
A estrela Sírius assinalou a chegada de Krishna.
Quando criança, Krishna aprendeu com os gurus dos templos. Foi um jovem apaixonado.
Junto aos seus discípulos fez grandes milagres e curas, e após sua morte, ressuscitou.
Ele é o “Senhor dos senhores”, “A suprema e absoluta verdade”, “Aquele cujos olhos são o Sol”, “O refúgio de todos”, “O pastor”, entre outros.

DIONÍSIO, Grécia.
Nascido de uma virgem.
Foi peregrino e professor, fez milagres, transformou água em vinho, é chamado de “Rei dos reis”, “Alpha e ômega” e “Filho prodígio de Deus[Zeus]”.
Após sua morte, ressuscitou.

BUDA, Índia.
Nascido de Maya, a virgem.
Com 29 anos, preocupado com o sofrimento humano tornou-se peregrino.
Banhou-se no rio Nairanjana e se purificou, e uma luz divina desceu, o fortaleceu e lhe deu todo o conhecimento preciso.
É chamado de “Aquele que veio de verdade”.

GILGAMÉSH, Babilônia.
Filho de uma Deusa com um Mortal.
Gilgamésh vaga procurando a vida eterna, que lhe foi negada.
Assim, abandona a vida e vai à procura de sábios e o personagem Utnapishtim, o Noé babilônico.

MITRA
Nascimentos 25 de Dezembro, Pérsia.
Filho de Aúra-Masda, a virgem.
Foi batizado, teve 12 discípulos, praticou milagres, morreu crucificado, ressuscitou após 3 dias e veio trazer a salvação.
Chamado de “A verdade” e “A luz”,
Em seus ritos era servido o pão sagrado e uma bebida alcoólica, que poderia ser vinho para representar o sangue.

Observação:
O mitraísmo entrou em decadência a partir da formação da Igreja Católica como instituição, durante o reinado do impeador romano Constantino.
A principal razão para a decadência do mitraísmo frente ao cristianismo, foi o mitraísmo não ser tão inclusivo quanto a religião cristã. O culto a Mitra era permitido apenas aos homens, e ainda assim apenas aos homens iniciados em um ritual que acontecia somente em algumas épocas do ano.

ZOROASTRO, Pérsia.
Filho de uma virgem, fecundada pela luz divina de Ahuramazda.
Quando nasceu, em vez de chorar, riu e muitos dos seus inimigos tentaram matá-lo, a fim de que não cumprisse sua missão divina.
Teve discípulos, fez milagres e ensinou, além de ser tentado no deserto por uma criatura maligna, mais ou menos nos moldes do diabo cristão. Do zoroatrismo veio o conceito dristão do demônio.
Zoroastro  ficou conhecido por causa de sua bondade com pobres, anciãos, enfermos e animais. Poucos na sua época acreditavam nele, um deles, seu seguidor, era seu primo.
Foi perseguido por sacerdotes e reis, e aos 77 anos, assassinado em um templo.
Seus seguidores acreditam que ele voltará, julgará os mortos e trará a Salvação.

KUKULCAN ou QUETZACÓATL, Maias e Astecas
Filho da Deusa Terra Primordial.
Chamado de “Serpente Implumada”, “O Protetor” ou “Deus Branco”.
Veio do oriente.
É o criador do homem, a luz.
Sua manifestação era a natureza e o conhecimento.
Associado ao planeta Vênus, pois seu nascimento teria sido acompanhado por essa estrela.
Kukulcan ou Quetzalcóatl desceu ao submundo para combater o demônio Xibalba e venceu.
Seu símbolo era um espiral ou “caracol”, representando o “sopro da vida”.
O sangue humano para os Maias e Astecas era o bem mais precioso dos deuses.
Morreu e transcendeu aos céus, de onde seus seguidores acreditam que um dia voltará para a Salvação.

JESUS CRISTO
Nascimento: 25 de Dezembro, Israel, Porém, outros cálculos remetem a 17 ou 19 de Julho [que também é uma das possíveis datas do nascimento de Krishna], ou ainda, ao mês de março.
Filho de Maria, a virgem.
Seu nascimento foi acompanhado por uma estrela(Sírius), onde três reis magos(três marias ou três reis, para os antigos) a seguiram para buscar o salvador.
Na infância, aprendeu com os sacerdotes do templo, onde já era um pequeno profeta e surpreendia os mesmos.
Teve doze discípulos, foi professor e pastor.
Transformou água em vinho, enfrentou o deserto por 40 dias, encontrou-se com um ser maligno dito como demônio ou Satanás, andou sobre as águas, fez muitos milagres, profetizou.
Conhecido como, “A verdade”, “A luz”, “Cordeiro de Deus”, “Alpha e Ômega”, “Bom pastor”, “O caminho”, “O filho adorado de Deus”, “Senhor dos Senhores”, “Rei dos reis”, entre outros.
É representado como  filho na Trindade "Pai, Filho e Espírito Santo".
Foi crucificado, ressuscitou após três dias e acredita-se que dele virá a Salvação.

UMA QUESTÃO A SE LEVAR EM CONTA:
Se os "messias" acima citados, são passíveis de análise e debate, um fato pelo menos é incostestável, pois trata-se de História, aconteceu, está registrado, não há o que se discutir nem duvidar:

A divindade de Cristo foi instituída no "Concílio de Nicéia", no ano 325 D.C., através de votação, ou seja nem mesmo os católicos daquela época tinham certeza se Jesus mera mesmo "o Filhode Deus", e Contantino, que entrou para a História como o primeiro imperador romano cristão, ameaçou de exílio, e até mesmo de morte, os bispos que votassem contra.

Nesse período o cristianismo ainda convivia com os ritos pagãos antigos, grande parte do povo, talvez ainda a maioria ou pelo menos a metade, cultuava os antigos deuses, e levou ainda muitos anos, e às custas de diversos interesses e conchavos politicos entre governantes e a "igreja", para que o cristianismo finalmente se impusesse e suprimisse as antigas religiões, não raramente através do uso da força, da violência e de terríveis ameaças de condenações e punições não somente da alma como também físicas.