MITOLOGIAS MUNDIAIS E CONCEITOS

domingo, 17 de abril de 2011

Völuspá: a origem e o final do mundo


A origem e o final eventual do mundo são descritas em Völuspá ("A profecia dos Völva" ou "A profecia de Sybil"), um dos poemas mais impressionantes no Edda poético. 

Estes versos assombrados contêm uma das mais vívidas criações em toda a história religiosa e representa a destruição do mundo, cuja originalidade está na sua atenção aos detalhes.

No Völuspá, Odin, deus principal do panteão dos nórdicos, conjura do espírito de um Völva morto (Shaman ou Sybil) e requer que este espírito revele o passado e o futuro. 
ODIN
O espírito se mostra relutante: "O que você pede de mim? Porque você me tenta?"; 
mas como ela se encontra morta, não mostra nenhum medo de Odin, e continuamente o pergunta, de forma grosseira: 
"Bem, você quer saber mais?" 
Mas Odin insiste: se deve cumprir sua função como o rei dos deuses, deve possuir todo o conhecimento. 
Uma vez que o sybil revela os segredos de passado e de futuro, cai para trás em forma de limbo: 
"Eu dissiparei agora".

O PASSADO
No início havia somente o mundo das névoas, Niflheim e o mundo de fogo, Musphelhein, e entre eles havia o Ginungagap, "um grande vazio" no qual nada vivia. 
Em Ginungagap, o fogo e a névoa se encontraram formando um enorme bloco de gelo. 
YMIR - O GIGANTE DE GELO ADORMECIDO
Como o fogo de Musphelhein era muito forte e eterno, o gelo foi derretendo até surgir a forma de um gigante primordial, Ymir, que dormiu durante muitas eras. 
O seu suor deu origem aos primeiros gigantes. 
E do gelo também surgiu uma vaca gigante, Audumbla, cujo leite jorrava de suas tetas primordiais em forma de 4 grandes rios que alimentavam Ymir
A vaca lambeu o gelo e libertou o primeiro deus, Buro, que foi pai de Borr, que por sua vez foi pai do primeiro Æsir, Odin, e seus irmãos, Vili e Ve
Então, os filhos de Borr, Odin, Vili e Ve, destroçaram o corpo de Ymir e, a partir deste, criaram o mundo. 
Audumbla - a vaca gigante
De seus ossos e dentes surgiram as rochas e as montanhas e de seu cérebro surgiram as nuvens.
Os deuses regularam a passagem dos dias e noites, assim como das estações. 
Os primeiros seres humanos eram Ask (carvalho) e Embla (olmo), que foram esculpidos em madeira e trazidos à vida pelos deuses Odin, Honir/Vili e Lodur/Ve
Sol era a deusa do sol, filha de Mundilfari e esposa de Glen
Todo dia, ela montava através do céu em sua carruagem puxada por dois cavalos nomeados Alsvid e Arvak
Skoll -o lobo- perseguindo a carruagem do Sol
Esta passagem é conhecida como Alfrodul, que significa "glória dos elfos", que se tornou um kenning comum para o sol. 
Sol era perseguida durante o dia por Skoll, um lobo que queria devorá-la. 
Os eclipses solares significavam que Skoll quase a capturava. 
Na mitologia, era fato que Skoll eventualmente conseguia capturar Sol e a devorava; entretanto, a mesma era substituída por sua filha. 
O irmão de Sol, a lua, Mani, era perseguido por Hati, um outro lobo. 
Na mitologia nórdica, a terra era protegida do calor do sol por Svalin, que permanecia entre a terra e a estrela. 
Nas crenças nórdicas, o sol não fornecia luz, que emanava da juba de Alsvid e Arvak.
ENQUANTO SKOLL PERSEGUE SOL, HATI PERSEGUE MANI [LUA]
A Sybil descreve a enorme árvore que sustenta os nove mundos, Yggdrasil e as três Nornas (símbolos femininos da fé inexorável, conhecidas como Urðr (Urdar), Verðandi (Verdante) e Skuld, que indicam o passado, a atualidade e futuro), as quais tecem as linhas do destino. 

Descreve também a guerra inicial entre os Æsir e os Vanir e o assassinato de Balder
Então, o espírito gira sua atenção ao futuro.

O FUTURO

A visão antiga dos nórdicos sobre o futuro é notavelmente sombria e pálida. 
Ragnarök - a grande batalha no final dos tempos entre a ordem e o caos
No final, as forças do caos serão superiores em número e força aos guardiões divinos e humanos da ordem. 
Loki e suas crianças monstruosas explodirão suas uniões; os mortos deixarão Niflheim para atacar a vida. 
Heimdall, guardião das divindades, convocará os deuses com o soar de sua trombeta de chifre. 
Se seguirá uma batalha final entre ordem e caos (Ragnarök), que os deuses perderão, como é seu destino. 
Os deuses, cientes de sua sina, recolherão os guerreiros mais finos, o Einherjar, para lutar em seu lado quando este dia vier. 
FENRIR - O LOBO
No entanto, no final, seus poderes serão pequenos para impedir que o mundo caia no caos onde ele se emergiu, e os deuses e seu mundo serão destruídos. 
Odin será engolido por Fenrir, o lobo. 
Mesmo assim, ainda haverá alguns sobreviventes, humanos e divinos, que povoarão um mundo novo, para começar um novo ciclo. 
Ou assim Sybil nos diz; os estudiosos ainda se dividem na interpretação das últimas estrofes e deixam em dúvida se esta não foi uma adição atrasada ao mito por causa da influência cristã. 
Se a referência for anterior a cristianização, o mito do final dos tempos do Völuspá pode refletir uma tradição indo-européia que se deriva dos mitos do zoroastrismo persa. 
O zoroastrismo inspirou também os mitos de final de mundo do judaísmo e do cristianismo.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Andrógino e Hermafrodito

Há quem os confunda pensando se tratar da mesma coisa ou a mesma criatura, mas na verdade são bem distintos entre si.
De comum tem apenas a qualidade de possuírem ambos os dois sexos, mas ANDRÓGINO era uma raça de milhares de criaturas geradas por GAIA com objetivo expresso de fazer oposição ao governo de ZEUS.
Eram duas criaturas unidas em uma só, dois corpos ligados entre si pela coluna vertebral, assim como os irmãos siameses que nascem ligados entre si por alguns órgãos ou partes do corpo.
Os ANDRÓGINOS tinham, portanto, 4 braços, 4 pernas, 2 cabeças e 2 órgãos genitais.
Alguns estudiosos modernos acreditam que existiam ANDRÓGINOS masculinos, com dois órgãos sexuais masculinos e ANDRÓGINOS femininos, com dois órgãos femininos, mas a grande maioria seria formada por seres híbridos com cada órgão de um sexo diferente, unindo assim homem e mulher numa só criatura.
A divisão dessas criaturas trouxe a raça humana a sensação de estar incompleta, por isso a necessidade de se unirem entre si, em busca da sua metade perdida, procurando se juntar novamente através da união carnal.
Segundo essa concepção mais moderna, não necessariamente fundamentada na mitologia grega, embora baseada nela, os homens e mulheres que procuram se unir entre si seriam os ANDRÓGINOS híbridos separados em duas partes, já os homens e mulheres homossexuais que procuram se unir a outras pessoas do mesmo sexo, seriam a divisão daqueles ANDRÓGINOS que possuíam os dois órgãos sexuais do mesmo sexo.

HERMAFRODITO era filho de AFRODITE e HERMES

A ele ainda vou dedicar futuramente uma nova postagem, por enquanto, apenas por motivo de distinção, basta esclarecer que HERMAFRODITO era uma criatura de aparência normal, ou seja, um só corpo, mas possuindo também os dois órgãos sexuais.

HERMAFRODITO
Assim como os ANDRÓGINOS e o HERMAFRODITO mitológicos eram distintos entre si, também o são os andróginos e hermafroditas humanos.
Hermafrodita seria aquele que nasce com os dois sexos, ou com os dois órgãos sexuais, o que é um fenômeno raríssimo e pouco registrado. Nesse caso sempre prevalece um dos sexos enquanto o outro órgão é geralmente atrofiado ou não funcional, e normalmente pode ser corrigido pela medicina extirpando-se o órgão ou órgãos secundários.

Andrógino é aquele que nasce com apenas um sexo, sendo absolutamente normal, mas que possui traços e aparência do sexo oposto, o que não implica nem interfere necessariamente na sexualidade ou comportamento do indivíduo, e apenas e unicamente na aparência física, sendo algumas vezes isso causado por algum distúrbio ou disfunção hormonal nos casos mais acentuados, outras vezes por simples semelhança mesmo com o sexo oposto.
Este fenômeno é praticamente universal em crianças recém-nascidas, uma vez que não é fácil distinguir o sexo dos bebês apenas pela aparência, e as vezes se estende até os primeiros anos de vida, quando então os traços físicos começam a se definir, chegando em alguns casos até a pré-adolescência. Menos constantes, mas também não tão raros assim, são os casos de androgenia na idade adulta.
Não é tão difícil assim deparar-se com homens que mesmo em idade adulta não apresentam nenhum sinal de barba, ou mulheres com excesso de pelos, ou que tenham um timbre de voz meio indefinido, isso apenas para citar os casos mais comuns, já em outros casos esses traços são mais evidentes e acentuados, chegando ao extremo de se confundir o sexo da pessoa em questão. Muitos artistas famosos procuram acentuar seus traços andróginos com fins de marketing.

Já os casos em que o individuo toma hormônios ou usa de outros recursos mais radicais para mudar intencionalmente sua própria aparência a fim de copiar ou se assemelhar ao sexo oposto, não representam exemplos de androgenia, pois nessa situação não se trata de um fenômeno natural e sim induzido. Isso já implica em transexualidade e não em androgenia, que ocorre normalmente de forma espontânea e independente da vontade do indivíduo, seja ela causada ou não por algum distúrbio hormonal ou fisiológico.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

OS FILHOS DE GAIA

NASCIMENTO DE GAIA
A primeira deusa a receber o título de DEUSA-MÃE foi NYX, mas esta gerou apenas filhos divinos, ou seja, outros deuses. Já GAIA concebeu deuses também, os TITÃS, que foram deuses anteriores aos deuses olímpicos, mas nem todos os seus filhos eram divinos, GAIA concebeu também a própria humanidade e outras criaturas, algumas delas até monstruosas.
GAIA era uma deusa primordial, ou seja pertencia a primeira geração de deuses, filhos de KHAOS, o primeiro de todos os deuses, que gerou a si mesmo. Ela era a deusa da Terra, aliás, a própria Terra em si (entenda-se Terra aqui como o planeta Terra e não única e meramente a terra em que pisamos no sentido de solo, embora, por extensão, o solo também, é claro), mas não no sentido do plano de existência físico e material e sim no plano divino, ou seja, a essência divina da terra e do planeta.
PONTOS
Os primeiros filhos de GAIA foram OURANUS (também chamado Urano ou Uranus, dependendo da preferência de quem relata ou traduz o mito), os Pontos e os Óreas. OURANUS era o céu, ou seja, segundo a tradição arcaica da antiga Grécia a Terra não só surgiu antes do céu como foi ela – a Terra (GAIA) que gerou o céu (OURANUS); Pontos eram os mares e Óreas eram as montanhas.
Esses primeiros filhos foram gerados por GAIA sozinha, sem que houvesse união com outro ser, sendo concebidos simplesmente através de seu poder divino.
Dentre eles, GAIA uniu-se a OURANUS, tomando-o como esposo. Dessa união nasceram 3 espécies distintas: os HECATÔNQUIROS, os CÍCLOPES e os TITÃS. Todos eles de porte gigantesco.
Os HECATÔNQUIROS eram gigantes que possuíam 100 Mãos e 50 Cabeças. Eles eram 3: Briareu, Giges e Coto.
Os CÍCLOPES eram gigantes também, mas de aparência mais parecida a humana, só que com apenas um olho, enorme, no centro da testa. Os CÍCLOPES filhos de GAIA eram também 3: Arges, Brontes e Estéropes.
CÍCLOPE
Esses seres, sendo filhos de uma deusa, eram, por conseqüência, de origem divina, mas não eram divindades, não possuíam o status de deuses, porém eram imortais ou pelo menos de grande longevidade, e possuíam uma enorme e praticamente inesgotável força física, o que lhes dava um grande poder, sendo por isso temidos até mesmo pelos deuses.
A outra espécie gerada por GAIA foi a dos TITÃS.
Essa raça tinha poder divino e formou a segunda geração de deuses, não eram portanto deuses primordiais, esses eram somente os da primeira geração.
Também tinham porte de gigantes, mas não possuíam aparência monstruosa ou disforme.
Eles foram predecessores dos deuses olímpicos (OLIMPIANOS) e governaram a Terra antes deles, que já fazem parte da terceira geração.
Foram concebidos no total 12 TITÃS, entre deuses e deusas (as titânides), todos irmãos entre si. Eram eles, por ordem de nascimento: Oceanus, Céos, Crio, Hiperion, Jápeto, Téia, RÉIA, Têmis, Mnemosine, Febe, Tétis e KRONOS.
RÉIA
Depois que OURANUS foi derrotado e expulso da Terra, GAIA uniu-se a outros deuses e concebeu outros filhos, principalmente com as divindades do mar.
Esses diferentes parceiros de forma alguma remetem a uma idéia de promiscuidade, e sim de certa forma uma constância, pois já que a terra está sendo sempre banhada pelo mar, de cada geração de deuses a quem se atribuiu a essência do mar, GAIA teve filhos.
De Pontos que foi o primeiro e mais primitivo das divindades do mar, GAIA deu a luz à Ceto, Euríbia, Fórcis, Nereu e Taumante.
A Nereu foi dada a supremacia e o controle dos mares. Enquanto Pontos seria o próprio mar, ou a essência divina do mar, Nereu era o governante desses domínios, tendo sido, portanto, Nereu, o primeiro Senhor do mares.
Com o passar dos tempos e a descoberta de que os mares eram bem mais extensos do que se imaginava a principio, surge também junto com essa nova perspectiva, uma nova divindade: Oceanus, que era um dos titãs.
Com Oceanus, GAIA concebeu Creusa e Esperqueu, e segundo pelo menos uma das versões registradas pelos antigos poetas e filósofos, nesse caso por Ferecides de Leros, também Triptólemo era filho dessa união entre GAIA e Oceanus.
Com a queda dos TITÃS e a terceira geração, formada por ZEUS e seus irmãos, tomando o poder, Posseidon passa a ser o novo Senhor dos Mares e dele também GAIA teve filhos: Anteu e Caríbdis.
EQUIDNA
Mas não só com as divindades do mar GAIA teve filhos. Com TÁRTARO, que também era um dos deuses primordiais, GAIA deu a luz à EQUIDNA e a TÍFON .
Esses eram filhos monstruosos, que representavam a fúria da terra, ou da mãe-terra. TÍFON foi o último, e portanto o mais jovem dos filhos de GAIA, mas foi derrotado por ZEUS e enterrado sob o vulcão Etna.
Sua irmã mais velha, EQUIDNA, veio posteriormente a gerar, senão todos, pelo menos a maioria das criaturas monstruosas da mitologia grega, o que lhe valeu a alcunha de “a mãe dos Monstros”.
Entre os deuses da terceira geração, irmãos de ZEUS, GAIA uniu-se a Hefesto (segundo alguns tradutores, Heféstion), e dessa união nasceu Erictónio de Atenas.
A partir da divisão dos ANDRÓGINOS  surge a raça humana, gerando assim 
o homem e a mulher.
De pais desconhecidos, a GAIA também é atribuída a maternidade de Mimas, Feme e Píton.
Também Argos Panoptes figura entre os filhos de GAIA.
Finalmente, mas não por último nem menos importantes, eram filhos de GAIA também os incontáveis ANDRÓGINOS.
Eram criaturas de 4 braços e 4 pernas, com duas cabeças e dois órgãos sexuais, tanto o masculino como o feminino.
Por alusão a essas criaturas é que até os dias de hoje, quando uma mulher tem traços masculinos ou o homem traços femininos, dificultando numa primeira visão identificar qual o seu sexo, se diz que essas pessoas tem aparência andrógina. Foi a partir da divisão dessas criaturas que teria surgido a raça humana, gerando assim o homem e a mulher.

terça-feira, 22 de março de 2011

GAIA

GAIA - ESCULTURA GREGA EM ALTO RELEVO
GAIA, Géia, Gea ou Gê era a
deusa da Terra, a Mãe Terra,
como elemento primordial e
latente de uma potencialidade
geradora quase absurda.

GAIA era filha de KHAOS, o
primeiro de todos os deuses,
trata-se, portanto, de uma dos
DEUSES PRIMORDIAIS,
irmã de NYX, TÁRTARO e
ÉREBUS.

De todas as deusas que
mereceram o título de
DEUSA-MÃE, GAIA é a que
mais fortemente representa essa
concepção.
Se não foi ela a primeira a surgir,
foi a primeira diretamente ligada
a Terra e por extensão,
a própria Terra, gerando toda a
vida no planeta.
GAIA (A TERRA) CONCEBE OURANUS (O CÉU)

Espontaneamente, sem unir-se a ninguém,
ela gerou OURANUS – o céu,
Pontos – o mar, e Oréas - as Montanhas.

OURANUS (também pode-se dizer Urano
ou Uranos) foi o primeiro deus a governar
todo o mundo.
Ele se casa com GAIA e juntos eles geram
os HECATÔNQUIROS, gigantes de cem
mãos e cinquenta cabeças.
Eles eram 3: Briareu, Giges e Coto.

Em seguida, nascem os CÍCLOPES, também
em número de 3: Arges, Estéropes e Brontes.


OURANUS podia prever o futuro e sabia
que um dia seria destronado por um de seus
filhos, por isso, temendo esses filhos que
eram muito poderosos e gigantescos,
aprisionou-os de volta ao útero de GAIA.

Os últimos filhos de GAIA e OURANUS
HECATÔNQUIROS
foram os TITÃS e as
titânides, num total de 12:
Oceanus, Céos, Crio,
Hiperion, Jápeto, Téia,
RÉIA, Têmis,
Mnemosine,
a coroada de ouro Febe,
a amada Tétis
e KRONOS.

Posteriormente, unindo-se
a outros deuses e entidades,
GAIA ainda viria a conceber
outros filhos.

Com os HECATÔNQUIROS
e os CÍCLOPES presos em
seu útero, GAIA sofria de
dores atrozes,
sem poder parí-los.

Chamou seus filhos TITÃS
e pediu auxílio para libertar
os irmãos e se vingar do pai.

Somente KRONOS aceitou.

GAIA então tirou do peito
o aço e fez a foice dentada.
Colocou-a na mão de KRONOS e os escondeu,
para que,
quando viesse OURANUS
durante a noite, não percebesse sua presença.
OURANUS

KRONOS CASTRA KRONOS
Ao descer OURANUS para se
unir mais uma vez com a esposa,
foi surpreendido por KRONOS,
que atacou-o e castrou-o,
separando assim o Céu e a Terra.

KRONOS lançou os testículos
de OURANUS ao mar,
mas algumas gotas caíram sobre
a terra, fecundando-a.

Do sangue de OURANUS
derramado sobre GAIA,
nasceram os GIGANTES, as Erínias as Melíades
e AFRODITE – deusa do amor.

Segundo algumas versões, os HECATÔNQUIROS e os
CÍCLOPES foram aprisionados no tártaro,
e os TITÃS é que teriam ficado
NASCIMENTO DE AFRODITE
presos no útero de GAIA,
impedidos de nascer.
Da mesma forma foi KRONOS
que derrotou seu pai, mas
como estava preso no útero de
sua mãe, castrou-o no momento
em que OURANUS copulava
com GAIA.

Outra variante é sobre os filhos
nascidos do sangue de
OURANUS, teriam sido só
os Gigantes, as Erínias
e as Melíades,
AFRODITE teria nascido
dos próprios testículos de OURANUS
GAIA - A MÃE-TERRA
quando estes foram lançados ao mar e se uniram
as espumas das águas, de onde ela surgiu.

Essa ao longo dos séculos parece ser a versão
mais aceita, já que grandes obras de arte
representam dessa forma o nascimento
de AFRODITE, surgindo do mar por entre as
ondas.
Mas, por questão de puritanismo, ou mesmo
de falso moralismo, a parte dos testículos
de OURANUS muitas vezes é suprimida do mito,
dando a entender que AFRODITE teria surgido
única e espontaneamente da espuma do mar.

Outras versões ainda, estabelecem que os filhos
nascidos da sangue de OURANUS seriam
as Fúrias, Alecto, Tisífone e Megera.

Após a queda de OURANUS,
KRONOS subiu ao trono do mundo
e libertou os irmãos.
Mas vendo o quanto eram poderosos,
também os temeu e os aprisionou mais uma vez.
KRONOS

GAIA, revoltada com o ato de tirania e
intolerância do filho,
tramou uma nova vingança.

Quando KRONOS se casou com RÉIA e passou
a reger todo o universo,
OURANUS lhe anunciou, ou antes vaticinou
ou profetizou, que um de seus filhos o destronaria,
da mesma forma como KRONOS também
o destronara.

KRONOS, então, passou a devorar cada
recém nascido por conselhos do pai.
Mas GAIA ajudou RÉIA a salvar o filho que
viria a ser ZEUS.
RÉIA então, em vez de entregar seu filho
para KRONOS devorar entregou-lhe uma pedra,
e escondeu seu filho em uma caverna.
Algumas versões especificam que essa
caverna localizava-se em Creta,
a mesma ilha onde bem mais futuramente
viria a existir o Minotauro.
ZEUS vs. KRONOS

Já adulto, ZEUS declarou guerra ao pai
e aos demais TITÃS com a ajuda
de GAIA.
E durante cem anos nenhum dos
lados chegava ao triunfo.
GAIA então foi até ZEUS e
prometeu que ele venceria e se
tornaria rei do universo se descesse
ao Tártaro e libertasse os
três CÍCLOPES e os
três HECATÔNQUIROS.

Ouvindo os conselhos de GAIA,
ZEUS venceu KRONOS, com a
ajuda dos filhos libertos da Terra
e se tornou o novo soberano
do Universo.

KRONOS
Como
KRONOS é
o deus do
tempo,

ou o tempo propriamente
dito, essa imagem dele devorando os filhos e depois sendo derrotado por eles,
filosoficamente representa a idéia de que o tempo a tudo consome, até acabar
por consumir-se a si mesmo.

ZEUS
Vitorioso e feito o novo
senhor do mundo,
ZEUS também temeu
uma revanche por parte
dos derrotados
e KRONOS e seus irmãos
e irmãs sofreram o
mesmo destino que antes
tinham dado aos
seus antecessores, e foram encerrados também no tártaro.

Por precaução contra uma possível fuga,
GAIA
ZEUS realizou um acordo com os HECATÔNQUIROS para que estes vigiassem e mantivessem os TITÃS aprisionados no fundo do Tártaro.

GAIA pela terceira vez, sempre procurando proteger a beneficiar aos seus filhos, se revoltou e lançou mão de todas as suas armas para destronar ZEUS.
ANDRÓGINO
Num primeiro momento, ela pariu os incontáveis ANDRÓGINOS, seres com quatro pernas e quatro
braços que se ligavam por meio da coluna terminado
em duas cabeças, além de possuir os órgãos genitais
femininos e masculinos. Os ANDRÓGINOS surgiam
do chão em todos os quadrantes e escalavam o Olimpo
com a inteção de destruir ZEUS, mas, por conselhos de
Têmis, ele e os demais deuses deveriam acertar os
ANDRÓGINOS na coluna, de modo a dividi-los
exatamente ao meio. Assim feito, ZEUS venceu.

Já li algumas versões desse mito que relata que foi a
partir da divisão dessas criaturas que surgiram os seres
humanos, que seriam nada mais do que os
ANDRÓGINOS depois de separados em dois, e por
isso a necessidade do ser humano de não estar só e
procurar através das uniões carnais se unirem a outro
ser da sua espécie, com o objetivo de encontrar a sua
outra metade perdida. Como foi GAIA que concebeu
os ANDRÓGINOS e foi a partir da divisão deles que
surgiram o homem e a mulher, isso faz de GAIA mãe
também da raça humana.
Segundo essa versão, portanto, somos todos filhos da
Terra, que é GAIA, diretamente concebidos por ela,
GAIA (A TERRA) - DEUSA-MÃE DA HUMANIDADE
o que a faz ser, então, a DEUSA-MÃE de toda a humanidade.

Em uma outra oportunidade, GAIA produziu uma planta que ao ser comida poderia dar imortalidade aos GIGANTES; todavia a planta necessitava de luz para crescer. Mas ao saber disto ZEUS ordenou que Hélios, Selene, Eos e as Estrelas não subissem ao céu, e escondido nos véus de NYX, ele encontrou a planta e a destruiu. Mesmo assim GAIA incitou os GIGANTES a colocarem as montanhas umas sobre as outras na intenção de subir o céu e invadir o Olimpo. Mas Zeus e os outros deuses venceram novamente.
Conta a lenda que esses gigantes filhos de GAIA não poderiam ser mortos pelos deuses, ZEUS, então, tomou como seu aliado HÉRACLES (ou Hércules, para oas romanos),
TÍFON
que lutou ao lado dos deuses contra os GIGANTES e matou vários deles.
Como última alternativa, enviou seu filho mais novo e o mais horrendo, TÍFON (ou Tifão), que ela concebeu unindo-se a TÁRTARO, para dar cabo dos deuses e seus aliados, mas os deuses se uniram contra a monstruosa criatura e depois de uma terrivel e sangrenta batalha, eles conseguem vencer o último filho de GAIA. ZEUS, então, o enterra sob o vulcão Etna.

Enfim, GAIA cedeu e acordou com ZEUS que jamais voltaria a tramar contra seu governo. Dessa forma, ela foi recebida como uma deusa OLÍMPICA.
GAIA

Conta uma das lendas acerca de GAIA que
quando ZEUS se uniu a MÉTIS, fazendo
dela sua esposa, GAIA previu que o casal
teria primeiro uma filha e depois um filho,
e este derrubaria ZEUS, dando continuidade
a sina do filho que supera e se sobrepõe ao
pai: inicialmente KRONOS que derrotou seu
pai OURANUS e depois por sua vez foi
derrotado por seu filho ZEUS, igualmente
predestinado a ser derrotado por um futuro filho.
ZEUS, contudo, evitou esta profecia
engolindo MÉTIS antes da filha nascer,
rompendo assim esse ciclo do patriarca que
é superado e destronado pelo filho.

domingo, 13 de março de 2011

A origem do mundo segundo a mitologia egípcia e o surgimento dos primeiros deuses


NUN, NU OU NY
O princípio do universo é a formação única de Deus, que não se fez do nada, e sim, autocriou seus aspectos.

Os aspectos de Deus, como dito em postagem anterior, chamam-se neteru (no singular: neter no masculino e netert no feminino).

Tudo vem a início de um líquido infinito cósmico chamado  
ATUM
NUN  (Nu ou Ny), este é o ser subjetivo.
Quando esse líquido se autocria e torna-se real, é ATUM , o ser objetivo.

RÁ - O DEUS SOL
Essa passagem é semelhante a passagem de inconsciente para consciente do ser humano.

ATUM  criou uma massa única universal,
que deu origem há uma explosão,
porém pré-planejada.

ATUM  também tem o poder de "tornar-se a si mesmo",
que segundo os antigos egípcios,
é algo muito complicado para um humano,
seria uma "obra divina".
Mas isto é o princípio da Terra.

KHEPRI é um nome dado ao primeiro neter da Terra,  
, o que é outra forma de ATUM .
 
pode ser considerado,
portanto,
como o principal "deus" dos antigos egípcios,
o supremo,
já que embora na verdade esse seria ATUM ,
é praticamente impossível distinguir
e ATUM como entes distintos.
CHU E TEFNUT
Para criar a Terra (entenda-se Terra aqui como o planeta),  
GEB
deu origem ao Sol da manhã,
enquanto o Sol da tarde era ATUM.
Simplificando,
pode-se dizer que
era o Sol da manhã
e ATUM o Sol da tarde,
ou seja,
eram "a mesma pessoa"
(ou mesmo sol),
só que em aspectos diferentes.

também cuspiu CHU e TEFNUT,
que deram origem ao ar e a umidade.

NUT, FILHA DE CHU E TEFNUT E IRMÃ DE GEB
Os próximos neteru a serem gerados eram  
GEB e NUT,
que criaram os dois ambientes da Terra (planeta):
o céu e a terra (aqui entenda-se terra como a terra plana,
ou seja,
o solo ou chão).

GEB e NUT por sua vez deram origem aos quatro neteru da vida:
OSÍRIS, ISIS, SETH e NÉFTIS .

OSIRIS
OSÍRIS criou a vida no além e todo o processo de jornada até o céu.

ISIS
ISIS é a responsável por todos os seres vivos.

SETH representa os opostos,
mas também coisas más,
como ódio e caos.

SETH
NÉFTIS é a que representa o deserto,
a orientação,
e o ato de morte.

Esses quatro neteru eram de espécies bem próximas aos humanos,
por isso mesmo são os que os homens mais se identificavam,
NÉFTIS
portanto eram de certa forma os mais cultuados,
principalmente ISIS e OSÍRIS.

Os antigos egípcios acreditavam que ISIS e OSÍRIS,
em eras bem remotas e distantes,
viveram entre os homens e os governaram.

É atribuído a eles o mérito de ter dado aos homens conhecimentos fundamentais como
a arquitetura,
a agricultura,
a medicina, etc.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Antiga religião egípcia


Osíris, Anúbis e Hóros - pintura encontrada em uma tumba egípcia
Antiga religião egípcia 
(ou MITOLOGIA EGÍPCIA
é o nome dado a 
religião praticada no 
antigo Egito desde o 

período pré-dinástico, a cerca de 3.000 anos 
a.C. até o surgimento 
do cristianismo. 
Inicialmente era uma 

religião politeísta por 

crer em várias 
 divindades, como 
forças da natureza. 
Ao passar de séculos, a 
crença passou a ser 
mais diversificada, sendo 
considerada henoteísta, 
porque acreditava em 
uma divindade criadora 
do universo, tendo outras 
forças independentes, 
mas não iguais a este. 
Também pode ser 
considerada monoteísta, pois 
tinha a crença em um único deus, 
as outras divindades eram neteru 
(plural de neter), o que podem 
ser chamados de "anjos de deus", 
ou o que seriam vários aspectos 
de um mesmo deus. 
A religião 
era praticada em templos e 
santuários domésticos. Ainda é praticada atualmente, 
porém com minorias. 
O KEMETISMO é uma 
reconstrução NEOPAGÃ da religião 
ainda praticada atualmente.


O estudo da religião é baseado 
nos textos contidos em templos, 
santuários, papiros sagrados ou 
túmulos. 
Os textos estão em 

egípcio, que é escrito em 

O LIVRO DOS MORTOS
hieróglifos, caracteres que são desenhos ou símbolos. 
Os arqueólogos e egiptológos descobriram que o livro sagrado da religião era o LIVRO DOS MORTOS, onde estão as mais variadas e importantes informações.